Florianópolis tem a cesta básica mais cara do Sul

Curitiba registrou o menor percentual de reajuste do país

Da Redação, com Agência Brasil

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Para comprar os itens que compõem a cesta básica, os consumidores estão pagando mais caro em 27 capitais

Para comprar os itens que compõem a cesta básica, os consumidores estão pagando mais caro em 27 capitais, revela a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Desde janeiro, o levantamento, que era feito em 18 cidades, inclui mais nove capitais: Cuiabá, Palmas, Maceió, São Luis, Teresina, Macapá, Rio Branco, Porto Velho e Boa Vista.

No Sul, a capital catarinense tem a cesta mais cara da região. Em janeiro, Curitiba registrou o menor percentual de reajuste (1,7%), com a cesta básica passando a custar R$ 398,46. Em seguida, ficaram Porto Alegre, com aumento de 1,9% e custo de R$ 432,64; Florianópolis, alta de 3,1% e valor R$ 437,24. Os valores mais baixos foram registrados em Natal (R$ 329,20), com alta de 5,3%; Maceió (R$ 337,32), com aumento de 3,9%; e Rio Branco (R$ 341,53) e cesta 9,8% mais cara.

Goiânia teve o maior reajuste médio (15,7%) sobre o conjunto de 13 produtos que compõem a cesta: carne, leite, feijão, arroz, farinha, batata, tomate, pão, café, banana, açúcar, óleo e manteiga. O valor da cesta na capital goiana, R$ 388,45, ficou abaixo apenas do de Brasília (R$ 451,76), onde o aumento foi de 13,3%, e do de São Paulo, que ficou em R$ 448,31, 7,2% acima do de dezembro. Em seguida, ficaram o Rio de Janeiro, com a cesta custando R$ 448,06, com alta de 12,6%, e Vitória, com valor de R$ 438,42 e alta de 12,7% em relação à de dezembro. Em Belo Horizonte, houve aumento de 12,7% e o valor atingiu R$ 417,72.

O Dieese considera ideal para suprir as necessidades básicas de uma família de quatro pessoas um salário mínimo de R$ 3.795,24, ou 4,3 vezes mais do que o valor atualmente em vigor (R$ 880). Em dezembro, o Dieese considerava ideal o valor de R$ 3.565,30, ou 4,5 vezes mais do que o mínimo em vigor, naquele período (R$ 788).

Feijão e tomate mais caros
Entre os produtos que mais subiram de preço estão o feijão, o tomate, o óleo de soja, o açúcar, a banana, a carne a batata. A carne teve elevação em 20 capitais, com destaque para Aracaju (7,6%); Brasília (7,5%); Goiânia (6,2%) e Salvador (5,6%). A batata ficou mais cara em 10 localidades e as maiores correções ocorreram em Goiânia (37,6%); Brasília (27,5%) e Campo Grande (23,2%). Já o feijão encareceu em 26 cidades, com destaque para Belém (20,4%). 

De acordo com a análise técnica do Dieese, fatores climáticos, como a seca no Centro-oeste e as fortes chuvas no Sul e Sudeste, afetaram a produção da leguminosa.” Mesmo com a entrada da safra, o feijão está escasso para o consumo interno”, relata a nota técnica.


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