Queda de 20% da Vale em 2015 foi exagerada?

Santander acha que não e corta recomendação

Por Infomoney

Queda de 20% da Vale em 2015 foi exagerada?

As ações da Vale (foto) caíram cerca de 20% no primeiro trimestre de 2015, mas o que a aguarda para o restante do ano pode ser ainda pior. É o que destaca a análise do Santander, em relatório, rebaixando a recomendação dos ADRs (American Depositary Receipts) de manutenção para “underperform” (desempenho abaixo da média do mercado). O preço-alvo do ADR para o fim deste ano foi cortado de US$ 8 para US$ 4,50, uma baixa de 43,7%. "Apesar da queda significativa, ainda recomendamos que os investidores fiquem vendidos em ações da Vale", afirmam os analistas Felipe Reis e Renato Maruichi. 

Eles esperam um corte para o preço do minério de ferro de US$ 65 a tonelada para US$ 50 no segundo trimestre em diante. O Santander também tem a expectativa de um  fluxo de caixa livre negativo de US$ 10 bilhões após os dividendos no período 2015-2016. O relatório destaca ainda a alavancagem da companhia que, se não vender ativos, o índice pode subir para 4,6 vezes até o final de 2016, acima dos covenants (cláusulas contratuais que imponham limites administrativos ao tomador do empréstimo) deste ano. Reis e Maruichi ainda alertam que a Vale tem uma desvantagem em relação aos seus pares australianos: o frete. "A grande desvantagem na rentabilidade da Vale em relação aos concorrentes australianos está nos fretes. Com apenas 20% do seu frete marítimo contratado no mercado à vista, acreditamos que a Vale não capturará todos os benefícios de preços mais baixos de frete internacional”, ressaltam os analistas.

Eles ainda afirmam ainda que o baixo desempenho operacional da Vale causará um rombo em seu fluxo de caixa livre neste ano e no próximo. Como o Capex deve seguir em alta devido à conclusão de vários projetos de investimento, a estimativa é de um fluxo negativo de aproximadamente US$ 6 bilhões em 2015, após os desembolsos de dividendos, e negativo de US$ 4,2 bilhões em 2016, totalizando mais de US$ 10 bilhões em fluxo de caixa livre negativo no prazo de dois anos. "Segundo nossas estimativas, a Vale gerará fluxo de caixa livre positivo somente em 2018", apostam Reis e Maruichi.

 



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