Os imóveis encolhem e o aperto vira negócio

O autoarmazenamento, ou self storage, ainda é pouco conhecido e cresce sem parar

Por Marisa Valério, de Curitiba (PR)

marisa.valerio@amanha.com.br

Paola Noguchi, diretora executiva da DCL Real State

Inaugurada em Curitiba há 10 meses, a self storage D-Espaço começa o ano comemorando uma taxa de ocupação de 46% de seus boxes. A economia desceu a ladeira da crise, mas a empresa mantém o otimismo, segundo Paola Noguchi (foto), diretora executiva da DCL Real State, administradora da marca. Especialmente pelo potencial de crescimento do autoarmazenamento, um serviço pouco conhecido do crescente público brasileiro que se aperta em apartamentos cada vez menores. As famílias diminuem de tamanho e a casa encolhe, mas a tralha acumulada é invencível. Com isso, o velho quartinho de despejo ganhou status e virou oportunidade de negócio.

Importada dos Estados Unidos, país em que operam 50 mil unidades com 13 milhões de metros quadrados, a self storage só chegou ao Brasil há dez anos e foi regulamentada como atividade econômica federal em 2013, com a criação do código específico junto ao IBGE. A Associação Brasileira de Self Storage (Asbrass), primeira entidade nacional de representação da atividade, calcula que cerca de 100 empresas atuem no país, oferecendo aproximadamente 170 mil metros quadrados.

A D-Espaço tem 154 boxes de 3 metros quadrados a 20 metros quadrados. Os contratos são mensais e imediatos, sem necessidade de fiador, nem pagamento de taxas adicionais. Também há espaço e computadores para empresas que desejem fazer reuniões. 

Pode-se guardar qualquer tipo de objeto, documento ou móvel. Ou seja, a estrutura funciona como guarda-móveis, armazenando armários, mesas e sofás, mas pode servir como estoque para e-commerce, arquivo de documentos para contadores, advogados e clínicas médicas e até como espaço para colecionadores.

A regra é não haver limitação. O box está lá para ser uma extensão da casa e da empresa. E no caso da D-Espaço, com acesso 24 horas aos bens, inclusive nos fins de semana, uma inovação no mercado brasileiro.

RODADA

Lacoste sob nova gestão
As empresárias Joana Arruda e Paola Malucelli são as novas franqueadas da marca Lacoste em Curitiba. Elas comandam as lojas do ParkShoppingBarigüi e do Pátio Batel, que reabriram com novo layout, design moderno e coleção completa: masculino, feminino , infantil, calçados e acessórios. 

Cyrela revitaliza casarões    
Dois antigos casarões, sobreviventes dos velhos tempos de um pujante comércio na Avenida Batel, serão revitalizados e escaparão do bate-estaca que desfigurou a região ao longo dos anos. As edificações faem parte do 1550 Batel, empreendimento comercial e residencial da construtora Cyrela. O projeto leva a assinatura do arquiteto Humberto Fogassa e prevê a recuperação da volumetria e o restauro da composição arquitetônica e artística dos imóveis. As UIPs poderão receber cafés, livrarias, boutiques ou lojas.


leia também

comentarios


Seja o primeiro a comentar a notícia!



Comentar

Adicione um comentário: