Aumento de ICMS pode pesar na saúde

Setor farmacêutico acredita que preço dos medicamentos sofrerá reajuste

Da Redação

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Medicamentos

É água, luz, gasolina. O ano de 2016 começou mais caro para os brasileiros. Mas para os moradores do Rio Grande do Sul e outros 11 estados do país, os preços dos medicamentos poderão entrar na lista de produtos que pesarão ainda mais no bolso neste ano. 

A Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa) acredita que o aumento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) implementados pelos estados a partir de janeiro, será repassado pelo setor farmacêutica aos consumidores. No caso gaúcho, a alíquota básica, que incide sobre os medicamentos, passou de 17% para 18%. Na visão da entidade, a nova carga tributária pode forçar o varejo a reduzir os descontos oferecidos. 

Antônio Britto, presidente-executivo da Interfarma, lembra que o custo da indústria farmacêutica também ficou maior e que há o perigo das empresas perderem espaço no mercado. Hoje, os medicamentos no Brasil têm 34% do preço composto por tributos. O receio do setor é que, com o reajuste dos preços, o acesso aos medicamentos se torne mais difícil – justamente no momento no qual a população brasileira envelhece. “As doenças crônicas e complexas, como diabetes e câncer, estão se tornando mais frequentes. E isso aumenta o gasto com saúde”, alerta Britto. Segundo a Interfarma, 75% da população conta apenas com os próprios recursos para a compra de remédios, sendo que cerca de metade dela não consegue custear todas as terapias que precisa pelo tempo necessário.


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