Sebrae-RS ensina a enfrentar a crise

Entidade disponibiliza cartilha para ajudar pequenas empresas em 2016

Por Laura D'Angelo

laura.cauduro@amanha.com.br

Sebrae-RS

Ao contrário de outras entidades representativas do comércio e da indústria, o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Sul (Sebrae-RS) resolveu deixar de lado as perspectivas nebulosas para o próximo ano e criar uma cartilha ensinando como os micro e pequenos empresários podem atravessar a tormenta sem grandes arranhões. No material “Crise: como passar por ela”, o Sebrae-RS dá recomendações de como lidar com a situação atual, abordando temas como fornecedores, custos e equipe de trabalho. E essa não será a única arma da organização para ajudar as empresas a enfrentar o difícil ano de 2016. A partir de janeiro, o Sebrae-RS disponibilizará palestras e consultorias on-line para os clientes. “Estamos mostrando a nossa capacidade de fazer as coisas funcionarem no estado”, salientou Carlos Sperotto (na foto, ao microfone), presidente da entidade. 

A estratégia de “guerra contra crise” foi elaborada tendo como base uma pesquisa realizada com 800 pequenas empresas do Rio Grande do Sul em novembro. Na sondagem, 35% dos entrevistados disseram que estão revendo custos para se preparar para o próximo ano, enquanto que 32% disseram estar “apenas mantendo a empresa”. A pesquisa revela ainda que 53% considera a falta de clientes como o principal fator que impede o crescimento dos seus negócios, seguida pela falta de recursos financeiros (23%). “Os resultados são uma sinalização para o fortalecimento da posição do Sebrae-RS junto às micro e pequenas empresas, ajudando no conhecimento e ampliação do mercado comprador e nas parcerias com instituições financeiras, por exemplo”, afirma  Ayrton Ramos (na foto, na extrema esquerda), diretor técnico. 

Mesmo reconhecendo as dificuldades que se avizinham, 83% dos empresários esperam crescer ou manter o mesmo desempenho deste ano em 2016. Segundo Ramos, por serem de menor porte, as empresas conseguem se adaptar mais rapidamente às mudanças de cenários da macroeconomia. “Elas têm mais agilidade e flexibilidade do que as grandes e conseguem resultados no curto prazo. Se elas olharem para dentro da organização, fazem ajustes importantes para manter a sustentabilidade”, detalha. 

O próprio Sebrae-RS passa por um momento de readaptação. Derly Fialho (na foto, à direita de Sperotto), diretor superintendente, declarou que desde o início do ano a entidade, prevendo o crescimento de demanda pelos seus serviços, se preparou para aumentar a produtividade e o atendimento com menos recursos à disposição. A ameaça do corte de verbas ao Sistema S pelo governo federal, provocou um “rearranjo imenso” na estrutura do Sebrae, nas palavras de Fialho, que buscou simplificar processos e reduzir custos. A entidade concentrou os esforços nos investimentos em tecnologia e no fortalecimento das relações com parceiros e empresas para ampliar o alcance do atendimento no Rio Grande do Sul sem aumentar as despesas.

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