Bolsa e dólar sobem após Fed e perda do selo de bom pagador

O rebaixamento acelerou a alta da moeda norte-americana

Por Infomoney

Notas de dólares

O Fomc (Federal Open Market Committee) elevou as taxas de juros dos Estados Unidos da banda de 0% a 0,25% ao ano para 0,25% a 0,5% em votação unânime. Com isso, os índices norte-americanos Dow Jones e S&P 500 mergulharam e depois recuperaram todo o mergulho e já sobem 0,5%. Dadas as condições econômicas atuais, o Fed afirmou que as taxas de juros só são suscetíveis a aumentar de forma "gradual", terminando em um alvo de longo prazo de 3,5%, meta que ficou inalterada em relação à previsão setembro. 

Por aqui, o Ibovespa ganhou força e fechou em alta de 0,32% a 45.015 pontos. O volume financeiro negociado na Bovespa, somando o vencimento dos contratos futuros do índice, foi de impressionantes R$ 22,4 bilhões. Ao mesmo tempo em que a Bolsa subia, o dólar futuro para janeiro de 2016 reduziu ganhos, saindo de uma alta de 1,26%  para uma de 0,76% a R$ 3,919. O dólar comercial fechou às 16h59 (horário de Brasília), então não houve tempo hábil para repercutir a decisão do Fomc. O câmbio teve alta 1,24% a R$ 3,9227 na compra e a R$ 3,9247 na venda. 

A Bolsa operou em queda na maior parte do pregão, em meio a notícias de que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, deixaria o cargo por conta da mudança da meta de superávit primário de 0,7% para 0,5% do PIB (Produto Interno Bruto). Além disso, o mercado repercutiu a decisão da Fitch de rebaixar o rating do Brasil de BBB- para BB+, com perspectiva negativa. Esse rebaixamento depois daquele realizado pela S&P em setembro fez com que o Brasil esteja agora oficialmente com rating "junk", ou seja, o país perdeu o grau de investimento.


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