Produtos "made in Brazil" salvarão varejo em 2016

Expectativa é da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do RS

Por Dirceu Chirivino

dirceu@amanha.com.br

Vitor Augusto Koch, presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL-RS)

Em quase duas dezenas de planilhas, foi possível encontrar um dado positivo para o comércio brasileiro no tradicional evento de balanço e perspectivas da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL-RS). Na visão de Vitor Augusto Koch (foto), presidente da entidade, a desvalorização do real, caso sustentada, formará uma barreira natural contra produtos importados, o que privilegiará a produção nacional. Por essa razão, ainda que a previsão da FCDL seja de uma queda de até 3% do PIB no país no próximo ano, o varejo brasileiro poderá tomar o caminho inverso: o avanço pode ser de até 2,8%. Já as vendas em nível estadual podem sofrer um incremento de até 2,5% no próximo ano – número bem diferente daquele que deve ser alcançado em 2015. “Nosso pior índice foi alcançado há dez anos quando a queda foi de 4,8%. Para este ano, nossa a estimativa é de um decréscimo de 11% nas vendas”, lamenta Koch.

Nas contas do presidente da FCDL-RS , a inflação deverá permanecer acima do centro da meta do Banco Central, tendendo a fechar em índices superiores a 8%. Outra dificuldade aguardada é que a inadimplência ainda deverá estar acima de patamares satisfatórios, repercutindo em dificuldades de crédito para as pessoas físicas. Os juros aos consumidores nas modalidades de cheque especial e rotativo dos cartões de crédito chegarão no próximo ano a patamares ainda mais elevados do que em 2015. No cenário estadual, a situação das finanças públicas segue sendo muito preocupante: o aumento de ICMS será um forte vetor negativo à recuperação do consumo no Rio Grande do Sul, de acordo com a entidade. Cerca de R$ 2 bilhões deixarão de circular na economia para cobrir parte do déficit do Estado. O Rio Grande do Sul deverá ter uma queda no seu PIB que pode chegar até 2,5%.  



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