Ainda não é hora de dar o bote

Em um ano de queda para a construção civil, a Tigre emplaca um aumento nas vendas. A meta, agora, é manter o ritmo

Por Ricardo Lacerda

Unidade da Tigre

Em 2014, a construção civil registrou queda de 2,6%. O Grupo Tigre, no entanto, emplacou uma alta de 1,8% em sua receita líquida, chegando a R$ 2,6 bilhões. Como? Um dos segredos para manter o ritmo é justamente reconhecer que, quando o cenário não é favorável, ajustes fazem parte do negócio. “Temos uma trajetória de 74 anos e entendemos que momentos como esse são cíclicos. Apostamos em uma melhora”, afirma Luís Roberto Ferreira, diretor executivo comercial da Tigre. 

Mesmo que tenha passado longe da meta traçada em 2010, de chegar a R$ 5 bilhões de faturamento em 2014, o grupo não arreda o pé de outro objetivo: tornar-se, em 2020, líder em todos os mercados em que atua nas Américas. Para tanto, é preciso investir. No ano passado, a Tigre aplicou R$ 260 milhões no aumento da capacidade produtiva, inovação, segurança do trabalho e comunicação. O valor é 30% maior que o de 2013. 

Outra aposta é no capital humano. Em 2014, a empresa alicerçou seu desempenho em uma política de valorização da força de trabalho – materializada no lema “Uma só Tigre”. A estratégia envolveu 104 profissionais considerados “chave” em encontros motivacionais. Durante quatro dias, eles receberam informações sobre os pilares que sustentam a companhia: crescimento na área de tubos e conexões, expansão geográfica, desenvolvimento de pessoas e de cultura, inovação e sustentabilidade e excelência operacional. A ação proporcionou maior integração das áreas e mobilizou as equipes. “Com o foco no cliente e na valorização das pessoas, garantimos um desempenho satisfatório no mercado”, explica Ferreira, com a confiança de quem representa a maior empresa do setor de Material de Construção do sul do país.


Maiores por Receita Líquida

Pos. Classif. Geral Empresa/Grupo UF  Rec. Líq.*   Var. (%) 
1 33 Grupo Tigre SC                      2.620,52                1,87
2 110 Grupo Portobello SC                         949,15             13,80
3 157 Grupo Eliane SC                         698,57             10,49
4 183 Cecrisa Revest. Cerâm. e Contr. SC                         675,26             (2,64)
5 210 Krona Tubos e Conexões S/A SC                         387,81             19,57
*Em R$ milhões


Mais Rentáveis
Pos. Classif. Geral Grupo/Empresa UF  Rent. Rec. Líq. (%)   Lucro Líq.* 
1 183 Cecrisa Revest. Cerâm. e Contr. SC                            10,14             68,48
2 110 Grupo Portobello SC                              9,85             93,48
3 157 Grupo Eliane SC                              9,41             65,75
4 210 Krona Tubos e Conexões S/A SC                              5,91             22,92
5 33 Grupo Tigre SC                              2,34             61,39
*Em R$ milhões

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