Sul é destaque no 29º Prêmio do Museu da Casa Brasileira

Protótipo de pinça para a gaúcha Edlo venceu na categoria utensílio

Da Redação

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Edlo

Com apenas dois anos de atuação no Brasil, a MM Design já tem muito a comemorar. Na quinta-feira (26), o escritório especializado em consultoria em design estratégico com sede em Bolzano (Itália), recebeu o Prêmio do Museu da Casa Brasileira. Realizado desde 1986, a condecoração contempla os melhores trabalhos em design gráfico e de produção teórica em arquitetura e design. Nesta 29ª edição, a MM Design venceu na categoria Utensílio - Protótipo por desenhar uma nova empunhadura para a pinça laparoscópica em fibra de carbono (ilustração) para a Edlo ITM Indústria de Tecnologias Médicas, de Canoas (RS). “Normalmente essas peças são feitas em aço inox, material mais pesado e que encontra barreiras legislativas e sanitárias em alguns países”, explica a arquiteta Cristine Stuermer, profissional responsável pelo braço brasileiro localizado em São Paulo. 

Pensadas para resolver o problema da ergonomia e peso do instrumento em procedimentos cirúrgicos videolaparoscópicos que demandam longo tempo de realização, as empunhaduras possuem bordas arredondadas que facilitam o manuseio. O estudo ergométrico permitiu, ainda, melhorar o desempenho do produto e facilitar o uso através da rotação do anel de empunhadura do polegar. Esse detalhe confere ao instrumento a possibilidade de ser usado por destros e canhotos, acompanhando o movimento do polegar com mínimas rotações, proporcionando maior firmeza no ato operatório.

Concluído, e em fase de produção, a MM Design tem apenas o projeto com a ITM na região Sul, mas o escritório já está desenvolvendo outras parcerias com companhias do Paraná para baixou e de São Paulo. A ITM, fundada em 1963, é a maior fabricante de instrumentos cirúrgicos da América Latina. A pinça foi desenvolvida em conjunto com a Exatech Indústria e Comércio Eireli, de Porto Alegre. 

Alex Terzariol, fundador do MM Design, vê no design algo fundamental para alavancar negócios. “Nos projetos, procuramos sempre fundir a alma humanística àquela científica e tecnológica, com grande atenção às pessoas que usarão os objetos, bem como aos materiais e às tecnologias mais adequadas em função de uma melhor usabilidade do produto em base aos custos de produção. Não é sempre fácil convencer os proprietários de uma empresa de que uma ideia inovadora pode ser uma ideia vencedora. E o único modo para alcançar um bom resultado é experimentar e colaborar, o mais estreitamente possível, com os profissionais de uma empresa em uma contínua troca de informações e ideias”, declarou em entrevista para a revista especializada Arc Design. 

Com expertise em várias frentes – de equipamentos para a casa até instrumentos esportivos e hospitalares – o estúdio italiano, criado em 1991, vê no Sul muitas semelhanças com a Europa. “Pela nossa percepção e experiência de mais de duas décadas no mundo do design, notamos que existem empresas que possuem um padrão que se aproxima do europeu, seja pela qualidade dos produtos ou pela atenção dada ao design”, analisa Cristiane.  “Talvez essa semelhança se dê pela proximidade cultural que existe entre o Sul e a Europa, em particular com a Itália – país que fez do design, dos anos 1950 em diante, a bandeira do Made in Italy e do Italian Lifestyle”, argumenta a arquiteta. “Viemos para o Brasil por causa dessa ligação cultural e com o objetivo de trazer nossa experiência e poder contribuir para melhorar a condição de vida e de trabalho das pessoas através do design e da pesquisa”, explica Cristiane ressaltando que por design se deve entender não somente uma ação que agrega valor estético ao produto, mas, principalmente, algo que some valor estratégico tornando o produto cativante, funcional e também emocional.  

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