Já pensou em ser voluntário?

Ajudar o próximo torna as pessoas melhores e mais felizes

Por Bernt Entschev

Empresas valorizam quem pratica ações voluntárias

Nos Estados Unidos, o sentido de pertencimento a uma comunidade tornou a cultura de solidariedade e voluntariado parte da rotina. Não por acaso, esse é um dos países mais atuantes na área. No Brasil, infelizmente, prestar um serviço que não dá retorno financeiro ainda é pouco entendido e os programas de voluntariado crescem menos. 

Porém, empresas que adotam uma filosofia de gestão norte-americana incluem nos seus quesitos de avaliação dos funcionários a adesão a projetos de voluntariado. Inclusive, várias delas criam seus próprios programas, que trazem diversos benefícios, tanto à empresa, quanto aos funcionários e à comunidade. É um círculo virtuoso.

No caso das empresas, podemos ressaltar que ajudando a melhorar a comunidade onde está inserida, tanto em aspectos sociais quanto em infraestrutura, a corporação ganha em segurança, aceitação e até com a formação de mão de obra e consumidores. A convivência com o entorno fica mais harmoniosa. 

Para os funcionários, o voluntariado funciona como um motivador. Ajudar o próximo torna as pessoas melhores e mais felizes, faz crescer como ser social. Com isso, é natural produzir mais e melhor, com menos esforço. O engajamento com a empresa também aumenta, o que, consequentemente, reduz o turnover. Além disso, a pessoa pode exercitar potencialidades ou características que, por vezes, não tem oportunidade. As lideranças surgem naturalmente e nem sempre são as mesmas que ocupam cargos de chefia na organização.  

Para quem recebe as ações, é sempre um benefício. Sejam projetos grandes ou pequenos, a melhoria pode ser sentida quando é pensada de acordo com as necessidades daquela comunidade. Há companhias que começam a perceber que o voluntariado, seja dentro ou fora das organizações, se reflete também no ser humano.  Recentemente, coordenei um processo de contratação de um alto executivo por uma multinacional. Ao final da seleção, dois candidatos com perfis muito semelhantes se destacaram. O presidente local da empresa pediu algum tempo para pensar e, por fim, se decidiu por aquele que prestava serviços voluntários. Sua explicação: “se esse tem todas as qualidades do outro, e ainda realiza um trabalho em prol da sociedade, ele consegue ser uma pessoa melhor e merece mais esse cargo”. Eu concordei. 


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