Para tirar o Badesul do vermelho

Instituição tomou medidas para melhorar resultado operacional

Por Dirceu Chirivino

dirceu@amanha.com.br

Susana Kakuta, presidente do Badesul

O Badesul, agência de fomento vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, acumulou um prejuízo de R$ 39 milhões no primeiro semestre. A estimativa é que esse valor deva cair para R$ 19 milhões ao final deste ano. Em 2016, a instituição deve continuar operando no vermelho quando deve acumular um déficit de R$ 16 milhões. A piora dos números se deu em razão dos empréstimos que não foram quitados por companhias como Iesa e Guerra. Como o Badesul trabalha com um spread de apenas 1,9% (nos grandes bancos comerciais esse indicador chega a 30%) e assume os riscos de operação perante o BNDES, a inadimplência traz resultados perversos para o caixa. Porém, Susana Kakuta (foto), que preside o Badesul desde abril, revelou em palestra na Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul (Federasul) nesta quarta-feira (25) que a agência está tomando uma série de medidas para que o resultado volte a ficar no azul a partir de 2017.  

Entre elas está atuar fortemente em várias frentes – principalmente no apoio à infraestrutura por meio de Parcerias Público-Privadas (PPPs). “Estamos modelando soluções que possam ajudar a levar desenvolvimento para os municípios. O poder público tem demonstrado grande dificuldade em buscar recursos para áreas como saneamento básico, por exemplo”, contou Susana. Por isso, o Badesul passará a oferecer consultoria de avaliação econômico-financeira de empresas que gostariam de investir em PPPs nos municípios. 

Outro importante pilar da instituição será modernizar setores tradicionais da economia gaúcha como o agronegócio e o setor calçadista. A estratégia também andará de mãos dadas com o objetivo de criar no Estado novas oportunidades de emprego e renda especialmente na área da saúde. “Exportamos camas hospitalares de baixa complexidade, aqueles leitos simples para hospitais. No entanto, importamos camas de alta complexidade, as utilizadas em UTIs. Temos todas as condições de produzir esse tipo de equipamento aqui através da transformação da cadeia moveleira tradicional tendo a robótica como aliada”, prevê. 

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