Dois anos de recessão

Banco Central prevê retração de 0,5% do PIB em 2015, que se somaria a uma queda de 0,1% em 2014

Da Redação, com Agência Brasil

Dois anos de recessão

O Banco Central (BC) estima que ao final de 2015 o Brasil completará dois anos seguidos de retração do Produto Interno Bruto (PIB). O BC projeta redução de 0,5% no PIB neste ano e estima ter havido queda de 0,1% do PIB em 2014 – cujo dado oficial será divulgado nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o BC, a queda será puxada pelo cenário doméstico, enquanto o mundo ajudará o Brasil neste ano, minimizando os efeitos negativos internos. A instituição não incorporou em suas projeções a nova série das contas nacionais, cuja metodologia foi revisada. A projeção do BC é mais otimista que a do mercado: na pesquisa Focus, a estimativa das instituições financeiras para o PIB de 2015 é uma retração de 0,83%. A perspectiva para o PIB está no Relatório de Inflação do primeiro trimestre, divulgado nesta quinta-feira (26).

 

De acordo com as projeções do documento, a probabilidade de o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) estourar o teto da meta de 6,5% em 2015 é de 90% e de 12% em 2016, de acordo com as contas feitas pelo BC, considerando o cenário de referência. No relatório do quarto trimestre de 2014, a probabilidade de não cumprimento da meta era de 37% em 2015 e de 15% em 2016. Agora, a estimativa da inflação para este ano deve ficar em 7,9% este ano, 1,8 ponto percentual superior à do relatório anterior. Para 2016, a previsão é que o IPCA encerre o ano em 4,9%. Para o primeiro trimestre de 2017, a projeção é 4,7%.

 

Com relação à política monetária, a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reafirma que “a inflação se eleva no curto prazo e tende a permanecer elevada em 2015”. Segundo o comitê, a política monetária pode e deve conter os efeitos de segunda ordem decorrentes dos movimentos de ajustes de preços. O Copom também renovou a posição de que o cenário de convergência da inflação para o centro da meta em 2016 tem se fortalecido.


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