A Coopercentral Aurora colhe frutos no exterior

A exportação fará a cooperativa obter alta de 15% nas vendas no ano

Por Robson Pandolfi

Administração da Coopercentral Aurora, em Chapecó

A Aurora Alimentos foi buscar no mercado externo uma alternativa para compensar o desaquecimento da economia brasileira. Além do dólar em alta, favorável às exportações, a retomada do ímpeto de alguns clientes internacionais traz boas perspectivas de crescimento para a empresa catarinense. “O front externo está oferecendo um momento interessante”, avalia Neivor Canton, vice-presidente da Aurora (foto).

Há duas décadas, a cooperativa exporta grãos para o Japão. Dois anos atrás, também passou a comercializar suínos – resultado de muito preparo para atender ao exigente mercado nipônico. “Nossa planta de Joaçaba é quase inteiramente voltada para o mercado internacional”, salienta
Canton. Segundo ele, um dos trunfos da Aurora está na especialização em mercados considerados mais criteriosos. “O Japão é muito exigente, mas eles dão fidelidade em troca.” Por outro lado, o vice-presidente da Aurora admite que o cenário externo não pode ser a única aposta, já que a instabilidade também atinge a demanda em alguns mercados estratégicos.

É o caso da Rússia, que – tal como o Brasil – vem atravessando uma série de crises. “A Rússia é um
cliente que, quando vai ao mercado, compra volumes astronômicos, mas coloca um ponto final nas negociações de maneira surpreendente”, explica Canton. Para evitar esse tipo de imprevisibilidade, a Aurora está disposta a realizar alguns sacrifícios. Entre eles, reduzir a própria lucratividade na busca de uma fatia maior no mercado doméstico. Em 2015, a Aurora espera registrar uma queda de 30% a 40% no lucro líquido. Mesmo assim, a cooperativa não tem muito do que reclamar. Em 2014, sua receita líquida cresceu 19,2%, chegando a R$ 6,1 bilhões. Desse total, cerca de 80% veio das vendas domésticas, impulsionadas pela boa demanda no segmento de frangos. “É um mercado aberto e com novas perspectivas de crescimento”, diz Canton.

Mesmo com margens reduzidas, a Aurora deve encerrar este ano com uma expansão de 15% no faturamento. Trata-se de um reflexo direto dos investimentos realizados recentemente na expansão de sua capacidade produtiva – entre eles, o aporte de R$ 280 milhões na fábrica de Mandaguari (PR) e a aquisição de uma unidade de suínos que pertencia à antiga Chapecó Alimentos por R$ 255 milhões. O tempo pode estar ruim, mas as terras da Aurora ainda são férteis.


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