Suécia poderá dar adeus ao dinheiro físico

Circulação de cédulas caiu pela metade graças ao aplicativo Swish

Por Infomoney

Suécia poderá dar adeus ao dinheiro físico

Graças à enorme adesão sueca a soluções tecnológicas e ao combate do crime e do terror, o país pode ser o primeiro a deixar de lado o dinheiro físico. A conclusão é de uma nova pesquisa realizada pelo KTH Royal Institute of Technology.

De acordo com a publicação, o aumento do uso de soluções de pagamentos móveis fez com que a circulação de cédulas físicas caísse pela metade em apenas seis anos – o que pode significar um pulo até que o dinheiro deixe de ser usado de uma vez por todas. A página afirma que atualmente existem menos de 80 bilhões de coroas suecas em circulação (o que significa aproximadamente R$ 33 bilhões), ante 106 bilhões de coroas suecas em 2009. Isso foi possível graças à parceria entre bancos suecos e dinamarqueses. Juntos, eles criaram o aplicativo Swish. O app permite transações financeiras entre correntistas em tempo real por meio de celulares. Dentre os 9,5 milhões de habitantes, mais de 3 milhões já usam a solução. A iniciativa tem a colaboração do banco central sueco.

Outros países possuem sistemas de pagamentos móveis – como o Venmo nos Estados Unidos. Porém, nenhum deles funciona em tempo real como o Swish. No entanto, a transferência pode demorar até dois dias para ser finalizada, o que traz uma dose de desconfiança. Além disso, nem todos os bancos acataram a ideia ao redor do mundo.  “Além de simplicidade e custos mais baixos, os pagamentos digitais significam maior transparência ao sistema de pagamentos. Muitos bancos na Suécia já possuem braços totalmente digitalizados que simplesmente não aceitam dinheiro”, revela o site da pesquisa.

Segundo Niklas Arvidsson, professor responsável pelo estudo, mesmo com toda a popularidade do aplicativo até agora, a dificuldade é que o país garanta que todas as pessoas consigam participar do novo sistema de pagamentos. “A transformação representaria desafios àqueles que não são familiares ao uso de computadores e smartphones – principalmente idosos e trabalhadores rurais”, afirma. Essas pessoas, entretanto, tendem a gastar cada vez menos à medida que envelhecem, enquanto os jovens são mais adeptos de novas tecnologias.

Outra questão que incomoda algumas pessoas, mesmo em um país tão conectado como a Suécia, é a privacidade. “Se todos os pagamentos puderem ser rastreados, isso não será a melhor solução para o interesse da população. Claro que fazer isso é bom para um governo que quer reduzir o crime organizado, mas também existe a possibilidade que corruptos abusem desse poder”, preocupa-se o professor. Ardvisson afirma também que, apesar das dificuldades, não é impossível que uma revolução bancária com berço sueco ocorra ao redor do mundo.


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