Onde investir R$ 50 mil para bater a inflação?

É possível aplicar em CDBs que pagam até 118% do CDI

Por Infomoney

É possível aplicar em CDBs que pagam até 118% do CDI

A inflação nas alturas corrói o poder de compra das pessoas e já preocupa muitos investidores. Quem opta pela caderneta de poupança, por exemplo, tem um rendimento menor do que o IPCA, índice de preços oficial do país. Ou seja, o dinheiro que fica parado na aplicação mais popular perde valor ao longo do tempo. Mas quais são, afinal, as melhores opções para investir R$ 50 mil de uma caderneta de poupança e que estava rendendo menos que o IPCA?

Fernanda Zucatelli, assessora de investimentos da Cash Invest, destaca que é possível aplicar em ativos com taxas bem mais atrativas que a poupança – e sem correr riscos desnecessários. “A pessoa pode aplicar em CDBs (Certificados de Depósito Bancário) que pagam até 118% do CDI ou com taxa prefixada de 18% ao ano com a garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Note que o limite garantido pelo FGC é por instituição financeira. Ou seja, o investidor pode ter uma rentabilidade muito maior e com a mesma segurança da poupança”, ensina.

Além do CDB, outra aplicação interessante para quem quer se proteger dos avanços da inflação são os títulos atrelados ao IPCA. “É possível obter juros reais de 6% a 9% ao ano dependendo do título”, afirma Fernanda. Os títulos que pagam 8% a 9% ao ano de juro real normalmente são mais arriscados, como as debêntures. Nesse caso, é importante avaliar bem a empresa que emitiu a dívida, já que este tipo de papel não possui garantia do FGC. Já os títulos públicos pagam atualmente cerca de 7% ao ano com risco de crédito baixíssimo, pois são garantidos pelo governo federal.

Gustavo Nogueira, assessor de investimentos da Isf Investimentos, recorda que a melhor aplicação é aquela que atende as necessidades do investidor, respeitando seu perfil e não apenas a que oferece o melhor retorno. “Partindo do pressuposto que a pessoa não possua tolerância a risco, sugiro aplicação em LCI (Letras de Crédito Imobiliário) ou LCA (Letras de Crédito do Agronegócio) por meio de uma corretora, visto que ela oferecerá produtos de diversas instituições e, dessa forma, poderá comparar e ter liberdade de investir”, argumenta.

Nogueira destaca que, assim como o CDB, estes títulos oferecem a mesma segurança da poupança já que também são garantidos pelo Fundo Garantidor de Créditos. “Escolhi esta estratégia por serem protegidas pelo FGC e por terem isenção de IR para pessoa física”, justifica. “Um fator muito importante é que atualmente o CDI, taxa de referência para essa remuneração, está em 14,1% ao ano. Além disso, a rentabilidade cresce junto com a alta dos juros”, conclui.

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