Brasil recicla 98,4% das latinhas de alumínio

Consumo de cerveja na Copa do Mundo contribuiu para recorde

Por Marisa Valério*, de Pindamonhangaba (SP)

marisa.valerio@amanha.com.br

Laminação de alumínio na fábrica da Novelis, para fabricação de latinhas

O índice brasileiro de reciclagem de latas de alumínio bateu recorde histórico no ano passado, chegando a 98,4% das embalagens consumidas. A marca mantém o Brasil na liderança mundial, posto que ocupa há 13 anos, e deve ao Mundial de Futebol parte do crescimento de 12,5% sobre o desempenho de 2013.

Os dados são das entidades que representam a cadeia produtiva do alumínio, a Associação Brasileira do Alumínio (Abal) e a Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas), e foram divulgados nesta semana em Pindamonhangaba, na região paulista do Vale do Paraíba, onde estão localizadas as empresas líderes da cadeia produtiva da lata de alumínio.

Sem Copa e com crise econômica, os números deste ano deverão se manter estáveis. Mas o mercado volta a se aquecer em 2016 com o consumo de bebidas em lata estimulado pelos Jogos Olímpicos, estimou Mario Fernandez, coordenador do Comitê de Mercado de Reciclagem da Abal. “O mercado de reciclagem está maduro, consolidado na casa dos 98%”, assegura.

A maior contribuição vem do consumo de latas de cerveja, com um crescimento persistente diante da concorrência muito forte da garrafa de vidro de 600 ml. “Hoje tomamos muito mercado da garrafa e temos espaço para crescer. Já no mercado de refrigerante, nossa participação é pequena, em virtude das características do consumo brasileiro, que é familiar e privilegia as embalagens pet com maior quantidade”, explica Renault Castro, presidente executivo da Abralatas.

No ano passado, o país reciclou 289,5 mil toneladas de latas de alumínio para bebidas, das 294,2 mil toneladas disponíveis. No período, a coleta de latas representou um ingresso de R$ 845 milhões na economia nacional.  O ciclo da lata no país é de cerca de dois meses – tempo que a latinha de alumínio leva entre a compra e o retorno para a prateleira, depois de passar pelo descarte feito pelo consumidor, a coleta, e o novo processo industrial que vai da fundição à fabricação de uma nova lata e seu envase com bebida.

*A jornalista viajou a conte da Abal e da Abralatas.


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