Quatro mitos sobre investimento em bancos

Título de capitalização não é uma boa alternativa

Por Infomoney

Quatro mitos sobre investimento em bancos

Alguém ganhou um dinheiro extra que não esperava e, ao invés de gastar tudo, decide poupar, por exemplo. O investidor vai ao banco e, ao chegar lá, conversa com o gerente. “Muitas vezes o gerente tem conflitos de interesse que podem bater de frente com o que o investidor precisa”, alerta Sean Butler, assessor de investimentos da Golf Invest. O InfoMoney levantou quais são os mitos mais comuns que as pessoas costumam ouvir no banco – e também dá dicas de como não cair neles.

1 – O banco de varejo é a opção mais segura de investimento
Muitos bancos se utilizam da imagem forte perante o público para afirmar que seus títulos são os mais seguros. Contudo, isso não passa de mito. Mauro Silveira, da Messem Investimentos, atesta que títulos de renda fixa tanto das grandes instituições financeiras, quanto das menores, como os Certificados de Depósito Bancário (CDBs), têm exatamente a mesma garantia, que é a do Fundo Garantidor de Crédito para aplicações de até R$ 250 mil. Alexandre Bueno do Prado, sócio da RJ Investimentos, afirma ainda que, no cenário atual de turbulência econômica, os grandes bancos podem tentar passar a imagem de solidez e segurança para seus clientes superior a de outros emissores de títulos de renda fixa. Vale ressaltar que essa também é a mesma garantia da poupança.

2 – As melhores taxas são dos grandes bancos
Esse é outro sofisma. Muitas vezes, o gerente do banco dirá que os produtos oferecidos têm excelentes taxas – o que, não necessariamente, corresponde à realidade. “O investidor vai para o banco e aplica em um título com rentabilidade atrelada ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário) sem nem saber o que é isso”, conta Butler. Para ele, existe uma dificuldade em explicar como funcionam os investimentos e o investidor não sabe se está realmente aplicando em uma boa taxa ou não.

3 – Capitalização é um bom investimento
“Capitalização não é uma boa alternativa. Na maioria das vezes o investidor tem rentabilidade bem inferior a ativos como CDB, LCI (Letra de Crédito Imobiliário) e LCA (Letra de Crédito do Agronegócio). Caso ele  necessite do capital antes do prazo de carência pode ter até mesmo perda de patrimônio”, relata Mauro Silveira.

4 – O gerente do banco é, necessariamente, um especialista em investimento
Muitos gerentes, de fato, são especialistas. No entanto, isso nem sempre é uma regra. Bancos de varejo apresentam em sua carteira diversos produtos como seguros, títulos de capitalização e cartões, entre outros. Desse modo, o gerente pode, muitas vezes, não ser o melhor especialista. Além disso, como Butler mencionou, existe o conflito de interesses dentro do banco. Eventualmente, o gerente pode oferecer um produto que não é o mais interessante para o investidor, mas sim para a instituição financeira que ele representa.


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