A Gocil dá o pontapé inicial para 2020

Empresa coloca em prática planos de expansão e diversifica negócios

Por Laura D´Angelo

laura.cauduro@amanha.com.br

César Leonel, diretor superintendente da Gocil

“Não vamos deixar de investir e empregar por conta do que está acontecendo”. A frase com a qual César Leonel (foto) encerra a entrevista ao portal AMANHÃ não deixa dúvida a forma escolhida pela Gocil, empresa de serviços de segurança e limpeza, para enfrentar a crise brasileira. Com um pé no presente e outro no futuro, a companhia encara a dura realidade atual – o faturamento deve crescer 5%, metade do estimado no início do ano – ao mesmo tempo que coloca em prática um plano estratégico ambicioso para os próximos cinco anos, que prevê expansão nacional e internacional, investimento em tecnologia, além da diversificação do portfólio de serviços.

O primeiro passo rumo a 2020 foi dado este ano. A Gocil ampliou o seu foco de negócios para além dos tradicionais serviços de zeladoria, vigilância e limpeza. A empresa entende que há uma gama de possibilidades a serem exploradas dentro do nicho de mercado de proteção patrimonial, sua especialidade. Entre elas, estão, por exemplo, a assistência na prevenção de acidentes de trabalho e de incêndio. “Nestas questões de organização interna, enxergamos um potencial que permite um crescimento”, resume César Leonel, diretor superintendente.

Leonel acredita que a região Sul deva responder positivamente a essa estratégia, tanto que a Gocil planeja um crescimento anual no Paraná, sua primeira filial e onde atua há duas décadas, de 20% nos próximos cinco anos. Para Santa Catarina e Rio Grande do Sul estão previstos incrementos anuais neste período de 15% e 10%, respectivamente. A região hoje corresponde a 26% do faturamento que, no ano passado, foi de R$ 1 bilhão. A Gocil atua em outros seis estados e no Distrito Federal No próximo ano, a companhia abrirá suas primeiras filiais no Ceará e Espírito Santo. Mas a etapa mais importante de expansão deve vir em 2017 quando terá a sua primeira unidade internacional, no Paraguai. 

Ao contrário do que se possa imaginar, a debilidade da segurança pública não favorece os negócios da Gocil, garante Leonel. “O nosso negócio não avança de acordo com os índices de violência, mas com a economia indo bem”, atesta. O ritmo fraco dos negócios em 2015 reduziu o tamanho de alguns contratos da Gocil, que tem como principais clientes indústrias, centros logísticos e shoppings. Para o próximo ano, a empresa se prepara para, novamente, um cenário de retração e de contenção de custos. Por isso, deve reforçar o investimento em tecnologia, considerada a principal aliada para o sucesso do plano estratégico. “Não vai dar pra fazer gestão de segurança e limpeza sem a integração entre mão de obra e tecnologia. Daqui pra frente, o nosso caminho vai passar sempre por investimento e pesquisa em tecnologia”, aponta Leonel. No ano passado, a Gocil desenvolveu um software próprio, o GoSmartView. Ele integra e analisa informações, em tempo real, de câmeras e vigilantes. E desde 2013, a empresa conta com um centro integrado de comando na sede de São Paulo, de onde é possível monitorar todas operações da empresa no Brasil.


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