Cenário político faz Ibovespa recuar 4%

Dólar tem maior alta diária em 4 anos e se aproxima de R$ 3,90

Da Redação, com Agência Brasil*

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Ibovespa tem dia de perdas com possibilidade de impeachment de Dilma Rousseff

A BM&FBovespa teve nesta terça-feira (12) sua maior queda do ano: 4%. O mercado temeu o aumento da incerteza política, especialmente em relação a um eventual impeachment da presidente Dilma Rousseff. O Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu três liminares suspendendo o rito estabelecido pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para o andamento na Casa de um eventual processo de impeachment da presidente Dilma. 

As ações de empresas mais sensíveis ao comportamento do dólar tiveram as maiores quedas do dia: Gol PN (-13,4%), CSN ON (-12,5%) e Usiminas PNA (-11,5%). Entre as altas, os destaques foram as exportadoras, que ganham com a disparada da moeda americana: Suzano PNA (9,2%) e Fibria ON (4,1%). 

A moeda norte-americana teve a maior alta diária em quatro anos e voltou a encostar em R$ 3,90. O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 3,893, com alta de 3,5%. A cotação está no maior nível desde o dia 5, quando tinha fechado a R$ 3,901. A cotação operou em alta durante toda a sessão. Pela manhã, oscilava em torno de R$ 3,83, mas disparou durante a tarde até encerrar na máxima do dia. Apesar da alta desta terça, a divisa acumula queda de 1,81% em outubro. Em 2015, a alta chega a 46,4%.

O Banco Central (BC) deu continuidade à rolagem de contratos de swap cambial. A autoridade monetária prorrogou o vencimento de 10.275 contratos que venceriam em novembro. Nessa modalidade, o BC não leiloa novos contratos, apenas adia o vencimento dos contratos em circulação.

Além das turbulências, o dólar subiu por causa de dados divulgados hoje, que mostram a desaceleração da economia chinesa. As importações da segunda maior economia do planeta caíram 17,7% em setembro na comparação com o mesmo mês do ano passado. Como o país asiático é o maior consumidor de matérias-primas do mundo, o recuo pressiona o dólar em países exportadores de commodities (bens primários com cotação internacional), como o Brasil.

* Com informações da Agência Lusa.


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