Investidor não deve perder oportunidade

Baixas cotações históricas podem atrair pessoas para a bolsa

Por Infomoney

Muitas pessoas estão comprando ações agora por causa das baixas cotações históricas

O ano tem sido bastante turbulento para o investidor brasileiro que aposta na bolsa. Com os desdobramentos da Operação Lava Jato, crises política e econômica somadas à perda do grau de investimento, o Ibovespa, principal índice de ações do Brasil, caiu 4,8% até o fechamento de segunda-feira (5).

Aldo Pessagno, diretor da Manhattan Investimentos, explica que, em cenários otimistas, as pessoas ficam tentadas a entrar no mercado de ações, pagando caro para não “perder a onda”. Já em momentos em que não se consegue ver uma luz no fim do túnel, o contrário acontece. No entanto, o ideal é “comprar na baixa e vender na alta”. Por isso, muitas pessoas estão comprando ações agora por causa das baixas cotações históricas. “Logo, para quem vai montar um plano no cenário atual, posso dizer que entra com certa vantagem, e não deve perder tal oportunidade”, sugere Pessagno. 

Wallace Oliveira, assessor de investimentos da Maceió Investimentos, afirma que a bolsa “não está barata ainda”, principalmente porque o lucro das empresas caiu, o que justifica o fato de as ações caírem. Porém ela também não está cara no patamar atual, com um P/L [preço sobre lucro] abaixo de 11 vezes, que é sua média histórica. “Podemos comparar ações da bolsa que hoje está em 47 mil pontos com a mínima da crise de 2008, quando ela chegou aos 29.400 pontos. A máxima, na época, foi de 73 mil. Ou seja, se chegarmos à mínima, perderíamos ainda 37% do capital investido. No entanto, se a bolsa buscar a sua máxima, ganharemos 55%. O que leva a crer que o risco/retorno dessa operação é favorável, mas ainda não se mostra uma barganha”, calcula. “Apesar disso, podemos encontrar boas barganhas na bolsa seguindo a fórmula mágica de Ben Graham, professor de Warren Buffet. Ele afirma que uma empresa para se tornar uma pechincha, deveria ter um P/L de 7x ou menos e um P/VP [preço por valor patrimonial] de 1,2x ou menos. E mesmo assim gerando lucros crescentes e pagando dividendos. Pois bem, no nosso mercado já temos várias ações respeitando esses critérios”, atesta Wallace.

“Nesse momento, identifico principalmente oportunidades em setores resistentes como o bancário. Onde, apesar do aumento da inadimplência que vem a ser negativo, ele é extremamente beneficiado pelo aumento do juros e do spread”, afirma Ezequiel Karling, economista e sócio-diretor da Moinhos Investimentos.



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