Aumento de combustíveis "é só um paliativo"

Para Flávio Conde, decisão não resolve o problema da Petrobras

Por Infomoney

Refinaria Duque de Caxias, da Petrobras

A Petrobras (foto) abriu o pregão desta quarta-feira (30) com alta de quase 10% por causa do anúncio do reajuste nos preços dos combustíveis.  Apesar de a notícia ter agradado o mercado, a recomendação de Flávio Conde, analista da consultoria de investimento WhatsCall, é ficar de fora do papel.

“A decisão foi muito positiva, mas foi apenas um paliativo. Importante, mas um paliativo”, opina. Para Conde, o melhor que o investidor faz é não comprar ações, pois o mercado ainda ficará turbulento. “O principal problema da estatal é o risco pelo qual passa o Brasil, que não foi resolvido ainda”, recorda. O analista ainda afirma que a situação da Petrobras está bastante complicada. “A dívida da empresa subiu forte com a alta do dólar, aumentando quase R$ 100 bilhões em três meses. A decisão de elevar os preços só resolveu 10% desse problema”, crava.

Mesmo assim, Conde elogia a decisão tomada pela companhia. “Esperávamos que isso fosse acontecer só dentro de dois meses. Ter vindo mais cedo mostra que o governo está preocupado com a Petrobras”, argumenta. Conde calcula que o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações, na sigla em inglês) da empresa será beneficiado em R$ 9 bilhões nos próximos doze meses. A projeção, assim, salta de R$ 80 bilhões para R$ 89 bilhões.



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