Indústria do Sul se mobiliza em defesa do Sistema S

Federações se manifestam contra corte no orçamento

Da Redação

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sistema S

A indústria do sul está mobilizada contra a medida anunciada pelo governo federal de corte de 30% do orçamento do Sistema S (que, na indústria, correspondem ao Sesi e ao Senai), considerado fundamental para o aperfeiçoamento da mão de obra e para o desenvolvimento do setor no Brasil. As federações do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul manifestaram-se nesta semana a favor das duas instituições que prestam serviços de educação, esporte e saúde aos trabalhadores da indústria e à comunidade em geral.

Segundo as federações, o governo federal estaria se apropriando de parte das contribuições das indústrias associadas. “Trata-se de um verdadeiro confisco que não podemos aceitar”, alega Glauco José Côrte, presidente da Fiesc, em artigo divulgado na imprensa. Em Santa Catarina, a previsão é de que, com o corte no orçamento, sejam fechadas mais de 40 mil vagas em cursos profissionais e de educação básica, oferecidos pelo Sesi e pelo Senai anualmente, além de mais de 50 unidades das duas instituições.

Em vídeo publicado pela Fiergs, Heitor José Müller, presidente da federação, declara que a medida do governo federal irá reduzir a capacidade de treinamento de jovens profissionais e da prestação de serviços do Senai e Sesi, comprometendo o futuro da indústria brasileira. “Não nos compete negociar, e sim defender o interesse da indústria, principalmente dos nossos alunos”, diz Müller, que encaminhou um manifesto aos deputados federais gaúchos. Tanto Fiergs como Fiesc lançaram, nesta semana, campanhas para engajar a sociedade na luta contra o projeto do governo federal.

Já a Fiep, em artigo publicado em seu site, destaca que as instituições do Sistema S são mantidas pelas contribuições dos empresários, o que possibilita a oferta de serviços e ações gratuitas ou a custos baixos para toda comunidade."Esses valores não são tributos devidos à União. Essa ação chega a ser irresponsável. O governo já não sabe mais de onde tirar recursos e, desta vez, escolheu tirar de um sistema que é estruturado e funciona", reclama Edson Campagnolo. Em entrevista para o portal AMANHÃ em agosto, após ser reeleito como presidente da Fiep por mais quatro anos (leia aqui), Edson Campagnolo ressaltou que o fortalecimento dos institutos de tecnologia e inovação do Senai seria uma das metas para o seu próximo mandato. “É nesta área que depositamos as esperanças de reverter este processo de declínio do nosso PIB industrial. Através desse programa nós temos condições de melhorar o ambiente das indústrias paranaenses. E como é um programa nacional, em rede, beneficia toda a indústria nacional”, apontou.


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Lisiane

Total decepção com o Brasil!!! Fiz Senai de Artes Grafíca aqui em Porto Alegre e fui o que me incentivou a continuar neste ramo!

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