Dólar tem nova alta e se aproxima de R$ 4

Mesmo com leilões do BC, moeda fecha a R$ 3,98

Da Redação

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As projeções negativas do boletim Focus (leia aqui) e a queda do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (leia aqui ) davam, logo pela manhã, os contornos sombrios do que seria esta segunda-feira no mercado financeiro. Desestabilizado pelas incertezas políticas e fiscal, o real segue a trajetória de desvalorização. Mesmo com o leilão de linha realizado pelo Banco Central, que ofertou até US$ 3 bilhões, o dólar cresceu 0,5% frente ao real e fechou o dia a R$ 3,981. A cotação superou até as previsões de que a moeda norte-americana encerra o ano em R$ 3,86 feitas pelas instituições financeiras no boletim Focus desta semana. 

A constante alta da moeda norte-americana também é resultado da certeza do mercado de que o Banco Central não irá vender dólar das reservas – ao menos, não neste momento de instabilidade. Segundo analistas, as medidas tomadas pela instituição são superficiais e não são suficientes para amenizar as preocupações dos agentes do mercado em relação a questões mais profundas, como o déficit fiscal brasileiro e a falta de governabilidade política. O temor é que as propostas de ajuste fiscal não sejam aprovadas no Congresso, o que aumenta o risco de o país ter novamente sua nota cortada por agências de classificação de risco.

O ambiente de apreensões afetou também o Ibovespa nesta segunda. O índice da principal bolsa de valores do Brasil terminou o dia em queda de 1,4%, com 46.575 pontos, claro sinal de que o mercado esteve conservador. A cotação do dólar influenciou o desempenho dos ações das empresas nacionais. Entre as maiores altas, estiveram as exportadoras de papel e celulose Fibria (2,1%) e Suzano (1,8%). Na ponta de baixo, empresas endividadas ou com despesas em dólar amargaram um dia negativo, como a Gol (-8,7%) e a Rumo (-6,7%).


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