Você já abandonou de vez a Freixenet?

Eu não me arrependi. Afinal, a vida é muito curta para se tomar vinho ruim

Por Marcos Graciani

graciani@amanha.com.br

Freixenet, Cava produzida na Espanha

No final do ano passado, eu já tinha feito essa mesma pergunta para vocês. Mas sempre vale a pena retomar o assunto. Já contei para vocês que conheci excelentes vinícolas nacionais e seus produtos há cerca de quatro anos por meio do Instituto Brasileiro do Vinho, o Ibravin. Na época, algumas empresas me enviaram seus principais rótulos – preferencialmente os melhores. Recebi, então, algumas dezenas de garrafas aqui na Redação. Fui degustando aos poucos e, paulatinamente, me desvencilhando do preconceito que tinha com os vinhos e espumantes brasileiros. 

Uma das empresas que me surpreendeu positivamente foi a Valmarino & Churchill (leia aqui post que publiquei contando um pouco da história da empresa). Outra foi a Estrelas do Brasil. E tem ainda a Aracuri, a Maximo Boschi, a Campos de Cima, Adolfo Lona, Dal Pizzol, Cave Geisse, Sopra e a Don Giovanni. A lista é mesmo grande e conta ainda com Guatambu, Bodega Sossego, Routhier & Darricarrère, Dunamis etc. E tem ainda excelentes rótulos da Salton, Miolo, Aurora, Don Guerino, Peterlongo, Garibaldi, Chandon e Casa Valduga (e seu excelente .Nero, que é comercializado pela Domno, outra empresa da mesma vinícola).

Não sei se o Ibravin continua a promover ações como essa com formadores de opinião em todo o Brasil. Caso tenha parado, sugiro que retome. E mais: que estenda aos grandes e médios empresários do país iniciativas como essas, pois eles costumam ser orgulhar de ter em suas adegas rótulos de Champagne, Cavas ou vinhos renomados (ou nem tanto) da vizinha Argentina ou mesmo do Chile. Não que isso seja demérito, afinal, o prazer de degustar vinho nos ensina a beber tudo de todos os Continentes.

Enfim, meu conselho, amigo leitor, é simples: abandone a Freixenet de vez (olha que em dezembro volto, de novo, ao assunto)! Comece a degustar nossos rótulos nacionais! Você, assim como eu, não se arrependerá. Afinal, a vida é muito curta para se tomar vinho ruim! 


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comentarios




Ana Claudia

Adorei o texto e concordo! Apesar de ainda não ter provados vários que você citou. E sim: a vida é muito curta para tomar vinhos ruins. :)

Nicole

Te recomendo conhecer uma pérola da Serra gaúcha, o espumante Pedrucci Rosé. Simplesmente fantástico.

Paulo Roberto de Jesus

A lista dos rótulos brasileiros poderia ser ainda maior. Mas infelizmente, os vinhos e espumantes nacionais pagam alíquotas de impostos injustos. Enquanto em alguns países são tributados como alimento, no Brasil a tributação é como bebida.

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