Indústria do Sul perde Eggon João da Silva

Corpo do fundador da Weg foi sepultado no domingo

Da Redação

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Eggon João da Silva, fundador da Weg, falece

Foi sepultado no domingo (13) o corpo de Eggon João da Silva (foto), 85 anos, um dos fundadores da Weg, uma das maiores fabricantes de equipamentos elétricos do mundo. O empresário faleceu de causas naturais na cidade de Jaraguá do Sul. O empresário, que nasceu em 17 de outubro de 1929 no que é hoje o município de Schröeder, no norte catarinense, fundou em 1961 a Weg, juntamente com Werner Ricardo Voigt e Geraldo Werninghaus. Atualmente, Décio da Silva, filho mais velho de Eggon da Silva, é o presidente do Conselho de Administração da empresa.

Em nota oficial, a Weg lamentou a morte do fundador e diz que ele foi um "administrador autodidata, com visão de longo prazo e extrema capacidade de planejamento estratégico e que deixou seu legado na indústria brasileira e mundial, contribuindo para criar uma cultura empresarial forte, cunhada na valorização das pessoas, na eficiência e produtividade".

Também em nota a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) enaltece o legado do industrial Eggon João da Silva. “Ao lado de Werner Voigt e Geraldo Werninghaus, Eggon escreveu uma das mais bonitas e vitoriosas páginas da história das indústrias catarinense e brasileira. Ele personifica o exemplo do que é possível construir com trabalho árduo, perseverança, empreendedorismo, ousadia e muita competência”, diz o presidente da FIESC, Glauco José Côrte, lembrando que o empresário foi agraciado com as Ordens do Mérito Industrial da FIESC e da CNI, os mais importantes reconhecimentos da indústria estadual e nacional aos que contribuem para o desenvolvimento. “Eggon foi um dos pioneiros no que depois viria a se chamar de gestão profissional. Sua visão diferenciada foi fundamental para erguer uma multinacional que acaba de ser eleita, com toda justiça, a empresa do ano da revista Exame. Mas, mais do que um dos maiores ícones da indústria do País, ele também entra para a história como uma referência na valorização das pessoas e de engajamento nas questões sociais e comunitárias”, afirma Côrte.


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