Como são as empresas que mais crescem no Brasil

Estudo da Endeavor desmistifica o empreendedorismo nacional

Por Endeavor

Estudo sobre Scale-ups lançado pela Endeavor e Neoway desmistifica características do empreendedorismo nacional

Há um ano, escrevemos um artigo relatando oito mitos e verdades do empreendedorismo no Brasil (leia aqui). Entre as verdades, a triste realidade nacional: “poucas empresas brasileiras crescem de verdade”. No país,  apenas 1% das empresas crescem pelo menos 20% ao ano, por três anos seguidos? São as chamadas Scale-ups, que mesmo sendo pouquíssimas, têm um impacto gigante na economia, sendo responsáveis por quase 60% dos novos empregos. A importância dessas companhias é tanta que, enquanto uma empresa “normal” contrata em média 0,34 funcionário por ano, uma Scale-up gera 31 novos empregos. São 100 vezes mais!

Um estudo inédito, lançado pela Endeavor e Neoway, uma empresa especialista em Big Data, revela as principais características das empresas que mais crescem no Brasil. Acompanhe, a seguir, os pontos mais importantes.

1. Scale-ups são empresas grandes enquanto pequenas
Sabe aquela história de que todo mundo um dia foi pequeno? Pois é, com as empresas acontece a mesma coisa. As Scale-ups são justamente as empresas que estão mudando de faixa, se tornando grandes – só 8% delas têm mais de 250 funcionários. Os outros 92% das Scale-ups são pequenos e médios negócios (PMEs) que estão só começando.

2. Scale-ups não são start-ups
A idade média de uma Scale-up é de 14 anos. Ou mais impactante ainda: mais de 90% das empresas com crescimento acelerado têm mais de 5 anos de história. Ou seja, se você está começando um negócio agora, sonhe grande, mas saiba que vai precisar trabalhar muito para chegar lá, e possivelmente até demore um pouco.

3. Existem Scale-ups do Oiapoque (AP) ao Chuí (RS), literalmente
Mais da metade do total de municípios brasileiros é sede de Scale-ups (2.806 cidades), inclusive o Oiapoque (AP) e o Chuí (RS). Além disso, quase 60% dessas empresas estão em cidades com menos de 500 mil habitantes. Ou seja, antes de se mudar para uma grande cidade achando que só isso vai transformar a sua empresa, pense se não é mais importante criar um produto ou serviço melhor, que tenha clientes em todo o país.

4. Mark Zuckerberg é exceção
Histórias como a dele, que largou a faculdade (Harvard, é bom lembrar) e aos 23 anos criou uma empresa bilionária, são a exceção da exceção. Os jovens de até 28 anos representam apenas 5,5% dos empreendedores à frente de Scale-ups no Brasil. A idade média de um empreendedor de alto crescimento, na verdade, é muito mais alta: 47 anos.

5. Ter patente não é garantia de crescimento
A grande maioria das Scale-ups brasileiras também não depende de patentes para crescer: só 139 delas têm essa proteção, menos de 0,27% do total. Mais do que isso, esse tipo de diferencial no Brasil é coisa de gente grande. Dos mais de 16 milhões de CNPJs do país, só 2.264 têm patentes (0,01% do total), sendo que, em média, essas empresas têm 1.326 funcionários, quase 100 vezes mais que a média geral.


6. Homens ainda são a maioria
Seis em cada dez dos empreendedores brasileiros são homens. Nas Scale-ups, essa relação é ainda maior: quase 70% dos líderes das empresas que mais crescem são homens. Isso não significa que mulheres não tenham capacidade de criar empresas de alto impacto, prova disso é que existem milhares delas!

7. Não é necessário criar um aplicativo para crescer
As Scale-ups estão distribuídas em todos os setores da economia. A indústria digital, ao contrário do que muitos acreditam, concentra apenas 1% de todas as Scale-ups do Brasil. Quem lidera a lista é o varejo (20% do total), seguido pela construção civil (13%). Apesar disso, quando olhamos para a densidade de Scale-ups por segmento, a indústria digital sobe para 3º lugar (com 18% de Scale-ups dentro do setor), logo atrás de serviços administrativos (19%) e construção civil (22%), setor com a maior proporção.

8. Ter com quem compartilhar o sonho ajuda a crescer
Um dos maiores desafios dos empreendedores é a falta de alguém para dividir as dores e vitórias do dia a dia. Sócios se ajudam justamente nisso. E assim levam o negócio mais longe. Prova disso é que o número de sócios de uma empresa no Brasil é, em média, 1,18 e, quando olhamos para Scale-ups, esse número sobe para 2,32 sócios por companhia – praticamente o dobro.

Além de todas essas características, Scale-ups são, acima de tudo, empresas em que os empreendedores botam a barriga no balcão, trabalhando todos os dias para alcançar um sonho grande. Com as suas empresas, eles querem fazer a diferença em um mercado, em uma cidade, para o Brasil. E estão fazendo! Leia aqui o estudo completo


leia também

A pedra no caminho das startups brasileiras - Parcerias com grandes empresas é o maior dos desafios, alerta Anpei

As grandes oportunidades para empreender em 2017 - Sebrae revela onde estão os negócios mais promissores no país

As micromultinacionais e como elas definirão nossa era - Como as empresas pequenas entram em mercados globais

Até junho, número de novas empresas passa de 1 mi no país - Mais de 168 mil companhias foram criadas no Sul no período

Brava gente brasileira - Qualquer um que tenha perseverado tanto, só pode mesmo atrair isso que se chama sorte

Como criar um nome inesquecível para seu negócio - Sete dicas para batizar uma empresa ou um produto

comentarios


Seja o primeiro a comentar a notícia!



Comentar

Adicione um comentário: