Mudanças no cálculo do PIB podem afastar recessão em 2014

Itens que entravam como gastos serão considerados investimentos

Por Infomoney

Mudanças no cálculo do PIB podem afastar recessão em 2014

As mudanças no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) que serão divulgadas na quinta-feira (12) trarão boas notícias para o governo: com a revisão, os números negativos previstos para o indicador em 2014 poderão sair para dar espaço a um pequeno crescimento no período. A medida fará com que Dilma Rousseff "escape" de um ano de recessão em seu primeiro mandato como presidente.

A nova metodologia fará com que itens que são calculados no PIB como gastos – caso das pesquisas e desenvolvimento e exploração e avaliação de recursos minerais e softwares, por exemplo – passem a ser incluídos no computados como investimentos. Isso acarretará em um aumento na conta final do PIB. Com isso, os resultados para os anos de 2012 a 2014 serão anunciados no dia 27 de março devem mostrar um crescimento zero no ano passado. Sem essa revisão, muito provavelmente seria registrada uma retração. Vale mencionar que a conta do PIB mede a produção de bens e serviços de um país, excluído todo o gasto com compra de insumos, pagamentos a funcionários e outros.

A nova metodologia também acrescenta que os gastos do governo com compra de equipamentos militares passarão a ser considerados como investimento, mesmo que a importância deste item seja pequena, de acordo com o IBGE. Entram nas mudanças ainda a forma de contabilizar a produção gerada pelas sedes das empresas industriais que realizam atividades auxiliares e administrativas. Atualmente, elas são consideradas como despesas. No entanto, com as novas medidas será atribuído um valor a esta produção, que migrará do setor industrial para o de serviços. O IBGE ainda informou que após a mudança, passa a contar com mais fontes de dados, como o Imposto de Renda Pessoa Física e Jurídica e novas pesquisas da indústria e serviços.

Novos números
A taxa de 2010, conforme a metodologia antiga que era 7,5%, passou para 7,6%. Já a taxa de 2011 passou de 2,7% para 3,9%. Nos demais anos, as revisões foram as seguintes: 2001 (manteve-se em 1,3%), 2002 (passou de 2,7% para 3,1%), 2003 (de 1,1% para 1,2%), 2004 (manteve-se em 5,7%), 2005 (de 3,2% para 3,1%), 2006 (manteve-se em 4%), 2007 (de 6,1% para 6%), 2008 (de 5,2% para 5%) e 2009 (de -0,3% para -0,2%). As mudanças seguem as recomendações do Manual Internacional de Contas Nacionais (SNA 2008), da Comissão Europeia, do Fundo Monetário Internacional, da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, da Organização das Nações Unidas e do Banco Mundial. Todos os países devem adotar as mudanças até o ano que vem.

Com Agência Brasil


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