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quarta-feira, 13 de abril de 2011
Esqueça o fim da fila

Serviço de reservas on-line mostra que é possível ter conforto durante as refeições sem precisar contar com fast-food ou delivery
Por Pedro Pereira

Quer sair pra jantar, mas desanima só de lembrar que corre o risco de esperar horas em uma fila de restaurante? Você não está sozinho. Essa é uma realidade cada vez mais presente nas grandes cidades brasileiras. Pensando nisso, os empresários Mike Ajnsztajn e Pedro Waengtner criaram o Zuppa, sistema que agiliza o serviço de reservas em restaurantes. O serviço também ajuda o dono do estabelecimento a fazer um controle preciso sobre dados dos clientes.

mesa-restaurante-350“O dono do restaurante tem um controle melhor até sobre a rotatividade das mesas. Por exemplo: nos domingos o estabelecimento recebe mais grupos de oito pessoas, o que faz com que esperem bastante tempo para conseguir lugar. Então ele pode disponibilizar mais mesas com oito lugares aos domingos”, explica Ajnsztajn, sócio-diretor da empresa. "Identificamos essa carência no mercado brasileiro. A prática é muito comum nos Estados Unidos e na Europa", relata.

O atendimento pode ser personalizado a partir de lembretes que o garçom ou o maitre pode inserir no Zuppa: quando faz a reserva, o usuário pode informar que é o aniversário de algum familiar ou que aprecia vinho tinto, por exemplo. Quando ele retornar ao estabelecimento, o garçom pode apresentar alguma novidade de vinho que atenda ao gosto daquele cliente. “É impressa uma ‘colinha’ e entregue ao garçom. Antes essas informações iam embora junto com o empregado quando ele saía da empresa, agora fica tudo arquivado”, conta Ajnsztajn.

Depois de efetuar suas reservas, o usuário cadastrado pode chamar outros amigos para o encontro, enviando pelo próprio Zuppa um convite com todas as informações (data, horário, local). Além disso, as redes sociais Twitter e Facebook também podem ser acionadas diretamente pelo site, confirmando a programação.

Como contrapartida, o empresário paga pela licença de utilização do software e uma taxa sobre cada reserva feita através do sistema. “É uma pequena comissão, que varia considerando alguns fatores, como quando é almoço ou janta, mas é sempre um valor baixo”, garante Ajnsztajn. “A utilização do Zuppa pode ser através dos aparelhos com sistema touch que muitos estabelecimentos já utilizam, ou um terminal exclusivo para reservas disposto na entrada dos restaurantes”, completa.

Iniciado em maio de 2010, o projeto recebeu US$ 2 milhões em investimentos e está no ar há quase dois meses. Já são cerca de quatro mil usuários cadastrados, que dispõem de 28 estabelecimentos para reservas em São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. "O foco é atender os públicos A e B+. Em caso de saturação desses dois mercados, poderemos abranger o público B-, mas esse é o limite", projeta Ajnsztajn. A expansão para outros países não está descartada. “É um serviço que ainda não existe na América Latina. Futuramente podemos entrar na Argentina, Chile, Peru, Colômbia e Venezuela que, pasmem, tem grandes restaurantes, dos quais não nos aproximamos nem com os melhores de São Paulo!”, ressalta.

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