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segunda-feira, 09 de maio de 2011
Azaleia encerra produção de calçados em Parobé

Com a demissão de 840 funcionários, empresa fecha a última linha de produção que operava no Rio Grande do Sul. Agora, município gaúcho abrigará uma unidade administrativa e um Centro de Desenvolvimento de novos produtos

A Vulcabras/Azaleia anunciou hoje a demissão de 840 funcionários e o fechamento de sua fábrica em Parobé, na região metropolitana de Porto Alegre. As razões, segundo um comunicado divulgado à imprensa, seriam a falta de competitividade da produção em solo gaúcho e a necessidade de reduzir custos para fazer frente à concorrência de outros países, como a China.

azaleia-350Em nota, a Azaleia aponta para uma redução de aproximadamente oito mil pares de calçados por dia na sua capacidade de produção. Pouco para uma companhia que produz 250 mil pares por dia. Muito para o município de Parobé, onde a empresa chegou a empregar mais de oito mil pessoas antes da enxurrada dos calçados chineses. No texto (veja a íntegra abaixo), a própria Azaléia reconhece que "reduzir empregos é sempre uma medida penosa, porém necessária".

Permanecem em Parobé uma unidade administrativa e um Centro de Desenvolvimento responsável pela criação de produtos. No total, ainda serão mantidos cerca de 1.700 postos de trabalho no Rio Grande do Sul. As rescisões devem ocorrer nos dias 16, 17 e 18 deste mês.

Confira, abaixo, o comunicado divulgado pela empresa:

“Estamos encerrando as atividades de produção na unidade de Parobé-RS.

Isto significa, infelizmente, que cerca de 800 colaboradores terão seus contratos de trabalho rescindidos e haverá uma redução na nossa capacidade total de produção em 8.000 pares por dia.

Considerando-se o número total de empregados de nossa companhia de 44.000 pessoas e a capacidade de produção diária de cerca de 250.000 pares, trata-se de um ajuste relativo, pequeno. Ainda assim, reduzir empregos é sempre uma medida penosa, porém necessária.

Na atual conjuntura econômica brasileira os setores intensivos em mão-de-obra (entre eles a indústria de calçados) têm sido obrigados a realizar ajustes em função de vários fatores adversos que já foram extensivamente diagnosticados, mas que seguem intocados pela política econômica e, incompreensivelmente, com perspectivas cada vez mais claras de consolidação.

Temos feitos progressos no ajuste a esta conjuntura, mas a crescente participação de calçados importados no mercado interno e a perda de competitividade nas exportações não favorecem uma expansão expressiva dos nossos volumes de vendas.

Assim, os ajustes de produtividade que preferencialmente - para nós e para nossos colaboradores - poderiam ser feitos com "maior produção com os mesmos meios" têm que ser feitos na base de "mesma produção com menores meios", impondo-nos a dura tarefa de acelerar as reduções de custos para a velocidade determinada pelo avanço das variáveis externas à companhia.

Pelos próximos três meses, os benefícios de cesta de alimentos, assistência médica e creche para as crianças já assistidas continuarão a ser concedidos para os colaboradores que estão sendo desligados e que já fazem uso destes benefícios.

Estão mantidas em Parobé-RS todas as demais atividades lá localizadas, o que inclui as diretorias de Marketing e Desenvolvimento de Produtos, de Tecnologia, de Planejamento e as áreas de suprimentos, logística e recursos humanos.

Juntas, estas áreas constituem a maior unidade de conhecimento em tecnologia de calçados do Brasil e compreendem mais de 1.500 profissionais de altíssimo nível de conhecimento e competência, arduamente reunidos em mais de 50 anos de existência de nossas empresas.”
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Comentários 

 
#2 Ricardo Ammirabile 2012-05-12 00:52
Realmente esta é uma noticia extremamente triste para o Rio Grande do Sul , e para a historia da industria calcadista do Brasil, será que esta foi a melhor maneira de resolver as questôes de competividade
De uma empresa que sempre foi exemplo de gestāo e creatividade.
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#1 João disgusted 2012-02-28 11:13
Os operários que por décadas foram "estimulados" aos maiores íindices de produtividade hoje exercerm suas competências na rua da amargura.Lei da selva .Culpado verdadeiramente é o governo federal (dos trabalhadores ?!), que deveria defender os intereses da população, mas se resume apenas a um parasita sedento de sangue/impostos.
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