Companhia paranaense entra com força no mercado de contêineres frigorificados – aposta é de que a atividade possa responder por até 20% de seu faturamento
Por Marcos Graciani Contêineres frigorificados – eis a aposta da América Latina Logística (ALL) para continuar nos trilhos do lucro. Com a aquisição da Standard – que deu origem à Brado Logística, em dezembro do ano passado –, a companhia entrou de vez no setor. Atualmente, o faturamento gerado pela movimentação de contêineres frigorificados não passa de 2% do total. Mas a ALL calcula que há espaço para chegar a 20%, tal como ocorre com os operadores logísticos dos Estados Unidos, afirma Eduardo Pelleissone, diretor-superintendente da ALL – que, nesta quarta-feira, realizou uma palestra na sede da Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul (Federasul), em Porto Alegre.
Segundo Pelleissone, a ALL detém 80% do capital da Brado (ex-Standard). O alvo desse negócio são as grandes redes de varejo. A Standard pertencia ao fundo BRZ e ao grupo Deminveste Markinvest. Demeterco Neto, um dos sócios da Brado, é membro da família que controlava a rede de supermercados Mercadorama, vendida em 1998 para o Sonae. “Fizemos um negócio justamente com uma pessoa que tem conhecimento no varejo e que poderá nos ajudar a ganhar mercado”, argumenta Pelleissone.
Pelleissone esteve na capital gaúcha para apresentar um cenário sobre gargalos na infraestrutura do Centro-Sul aos empresários associados à Federasul. Segundo ele, o maior problema está nos portos. O porto de Rio Grande, por exemplo, tem capacidade de receber 320 vagões por dia – 60 a menos do que em São Francisco do Sul (SC). Para aumentar a capacidade dos portos da região sul, seria necessário um investimento de cerca de R$ 1,5 bilhão, calcula Pelleissone.
No terceiro trimestre deste ano, o volume de movimentações da ALL aumentou 10,4%, chegando para 12,1 milhões de toneladas por quilômetros úteis (TKUs). O crescimento se deu em razão dos ganhos de participação de mercado, tanto em commodities agrícolas quanto no segmento industrial. “Estamos, felizmente, cumprindo uma projeção que tínhamos e os números estão aí para comprovar”, diz Pelleissone.
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