Planta da montadora em Gravataí chega à marca de 1,5 milhão de veículos produzidos. Plano de expansão deverá elevar sua capacidade em 65% até 2012
Por Grazieli Binkowski
Dez anos depois de fincar bandeira em Gravataí (RS), a GM comemorou nesta sexta-feira a marca de 1,5 milhão de veículos produzidos em solo gaúcho. Agora, será preciso bem menos do que dez anos para duplicar o recorde. Isso porque, dois meses atrás, a GM anunciou a terceira ampliação da unidade, que deverá elevar a produção atual de 230 mil unidades ao ano para 380 mil – nada menos do que 65% a mais.
Prevista para estar concluída no final de 2012, a expansão demandará um aporte de R$ 2 bilhões, valor que faz parte do plano de investimentos de R$ 5 bilhões no Brasil até 2012. Depois de concluído, a planta de Gravataí se tornará a maior da GM em todo o Hemisfério Sul. Atualmente, o Rio Grande do Sul responde por 35% do total de veículos produzidos pela empresa no Brasil – que chega a 630 mil. “Ao final de dois anos, essa participação será de 50%”, calcula José Carlos Pinheiro Neto, vice-presidente da montadora no país.
Sem revelar quanto dos R$ 2 bilhões foram investidos até agora em Gravataí, Walter Othero, diretor geral da unidade, diz que alguns edifícios estão em construção. Já os equipamentos necessários para aumentar a escala de produção serão instalados somente na metade do próximo ano. A produção na área ampliada ajudará a GM a atender o mercado doméstico, que deve se manter em crescimento ao longo dos próximos anos.
Motores catarinenses
Além do Rio Grande do Sul, Santa Catarina também está ganhando importância na estratégia da GM. Recentemente, a empresa deu início à terraplanagem das áreas onde será construída uma fábrica de motores, em Joinville – prevista para estar pronta na mesma data da expansão de Gravataí, no fim de 2012. A planta, que demandou investimentos de R$ 200 milhões, terá capacidade para produzir 180 mil motores por ano. Parte dessa produção será destinada à Gravataí. Outra parte será direcionada às demais unidades da empresa no Brasil (em São Caetano do Sul e São José dos Campos, em São Paulo), além ser exportada.
Enquanto não conclui investimentos em expansão de capacidade produtiva, a GM aproveita o bom momento do mercado doméstico. Ao fim deste ano, o volume total de veículos fabricados no Brasil deverá chegar a 3,4 milhões – crescimento estimado de 10% dobre os 3,14 milhões do ano passado. Terceira colocada no ranking das fabricantes brasileiras, a GM estima elevar sua produção nacional em 8% neste ano. Segundo Pinheiro Neto, a tendência é que boa parte do aumento das vendas esteja relacionado com o aumento do poder de compra das classes C e D. Boa parte das nossas ações de mídia tem sido direcionada a essa nova leva de consumidores, que somam 35 milhões de pessoas”, destaca Pinheiro Neto.
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