nasbancas_jan2012
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Quanto conhecimento cabe em um frasco?

Com o desenvolvimento de uma nova linha de embalagens ergonômicas, a Tetra Pak leva a pesquisa no setor a um novo patamar de complexidade e detalhamento

Não é apenas a beleza ou o custo que se destaca nas embalagens que chegam às prateleiras dos supermercados. Algumas empresas estão adotando novas tecnologias para melhorar não só a qualidade e a funcionalidade das embalagens, mas também a própria experiência de consumo. Uma delas é a Tetra Pak, que acabou de lançar uma novidade insólita – uma embalagem ergonômica que não só facilita o consumo como também promete maximizar a experiência de beber.

EduardoEisler-350Conhecida como Tetra Prisma 330 DreamCap, a embalagem foi desenvolvida pela Tetra Pak depois de uma pesquisa exaustiva. De acordo com o vice-presidente de Estratégia de Negócios da empresa, Eduardo Eisler, o produto nasceu de um mapeamento comportamental dos consumidores de bebidas. “Conduzimos pesquisas qualitativas para estudar detalhadamente o momento em que os consumidores bebem alguma bebida: como eles posicionam os lábios, como controlam o fluxo do líquido [na boca], como percebem o sabor da bebida entre outros”, explica Eisler. A série investigativa incluiu procedimentos incomuns, tais como a colocação de microcâmeras na boca de consumidores voluntários – uma forma de observar como o líquido se movimenta em torno da língua.

Só depois desse mapeamento a Tetra Pak entrou na fase de desenvolvimento da embalagem em si. Além de desenhar os protótipos, a companhia realizou inúmeros testes com consumidores reais. As observações ajudaram o núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento da empresa a buscar outros melhorias de interação física entre o consumidor e a embalagem, evitando empecilhos como obstrução nasal ou má acomodação nos lábios. Conforme Eisler, o ciclo de pesquisa dura, em média, de três a cinco anos até resultar no lançamento do produto.

O investimento realizado pela Tetra Pak em seus 11 centros de P&D é de cerca 4% do faturamento global da organização – que, em 2010, foi de aproximadamente R$ 22,7 bilhões. “Temos investido para atender de forma ágil as demandas dos consumidores por maior funcionalidade e dos clientes pela diversificação de portifólio e eficiência operacional”, garante Eisler.
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Comentários 

 
#1 2011-06-25 16:47
acehi interessante
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