| quinta-feira, 24 de Janeiro de 2013 |
| Um mundo mais Inteligente |
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Afinal o que significa a palavra “Inteligência” no mundo de hoje? Por Janete Ribeiro* Se observarmos um pouco, nos últimos tempos o adjetivo “inteligente” e a palavra “inteligência” têm aparecido com frequência acima do normal em vários textos, sejam eles de tecnologia, psicologia, culinária, saúde, política, etc. Temos “Cidades Inteligentes”, “Empresas Inteligentes”, “inteligência de Mercado”, “inteligência Emocional”, “Eletrodomésticos Inteligentes”. Este último me chamou atenção em uma reportagem sobre a feira CES – Consumer Eletronics Show, que deverá apresentar na sua edição de 2013, como um dos itens inovadores o “Garfo Inteligente”!!! O que seria um “Garfo Inteligente”? Quem compraria este “Garfo”? Para quê alguém precisaria de um “Garfo Inteligente”?Enfim, isso me remete a pensar, o que significa afinal “Inteligência” no século XXI? No dicionário da língua portuguesa, continua como “Inteligência: pode ser definida como a capacidade mental de raciocinar, planejar, resolver problemas, abstrair ideias, compreender ideias e linguagens e aprender”. Na psicologia temos dois "consensos" de definição de inteligência. O primeiro, de Intelligence: Knowns and Unknowns, um relatório elaborado pela Associação Americana de Psicologia, em 1995: "Os indivíduos diferem na habilidade de entender ideias complexas, de se adaptarem com eficácia ao ambiente, de aprenderem com a experiência, de se engajarem nas várias formas de raciocínio, de superarem obstáculos mediante o pensamento. Embora tais diferenças individuais possam ser substanciais, nunca são completamente consistentes: o desempenho intelectual de uma dada pessoa vai variar em ocasiões distintas, em domínios distintos, a se julgar por critérios distintos. Os conceitos de 'inteligência' são tentativas de aclarar e organizar esse conjunto complexo de fenômenos." E uma segunda definição de inteligência, oriunda de Mainstream Science on Intelligence, que foi assinada por cinquenta e dois pesquisadores em inteligência, em 1994: "Uma capacidade mental bastante geral que, entre outras coisas, envolve a habilidade de raciocinar, planejar, resolver problemas, pensar de forma abstrata, compreender ideias complexas, aprender rápido e aprender com a experiência. Não é uma mera aprendizagem literária, uma habilidade estritamente acadêmica ou um talento para sair-se bem em provas. Diante dos conceitos etimológicos e científicos da palavra, podemos considerar que foi desenvolvido um “Garfo capaz de compreender ideias complexas”? Não propriamente dito, mas o “Garfo Inteligente” ajuda a controlar o tempo da refeição e promete emagrecer. O HAPIFork é um garfo com sensores que identificam o tempo entre uma garfada e outra e emitem um alerta vibratório quando a pessoa for muito acelerada na hora das refeições. O dispositivo está atrelado a um aplicativo para iPhone ou navegador, que traz o histórico do usuário, o número de garfadas e o tempo da refeição. Assim, com o apoio da tecnologia, estamos extraindo cada vez mais informações sobre nossos hábitos cotidianos e tentando extrair deles soluções para os mais diversos problemas da humanidade. Com isso, podemos entender que, no século XXI, quando escrevemos termos tais quais mencionamos no inicio do texto (“Cidades Inteligentes”, “Empresas Inteligentes”, “Inteligência de Mercado”, “inteligência Emocional”, “Eletrodomésticos Inteligentes”), queremos dizer que desses “sujeitos” podemos extrair informações, que nos serão úteis de alguma forma na solução dos nossos dilemas humanos. A “Cidade Inteligente”, aproveita melhor as informações geradas por seus habitantes, que usam os meios de transporte públicos em diferentes regiões e permitiriam aos governantes planejar melhor a expansão desses serviços a medida em que os dados dos habitantes sinalizem suas mudanças de comportamento, evolução familiar, etc. A “Inteligência de Mercado”, permite as empresas avaliar os movimentos dos seus concorrentes, fornecedores, regulações governamentais e de seus consumidores que possam direcionar mudanças no seu mercado de atuação. A “Inteligência Emocional” permite ao indivíduo, avaliar suas reações diante dos desafios de sua vida e melhor utilizar suas características pessoais para resolução dos seus dilemas. E os “Eletrodomésticos Inteligentes”, servem para auxiliar seus usuários na maximização da utilização dos mesmos, bem como no fornecimento de informações de hábitos e necessidades de consumo que podem impactar não só o mercado das empresas de eletrodomésticos, como no caso do “Garfo Inteligente”, dos sistemas de saúde, já que trata do processo alimentar do individuo, da indústria alimentícia, o mesmo poderia calcular o teor calórico dos alimentos, etc, etc Concluímos então o conceito de “Inteligência” hoje trata mais da capacidade de “Gerar Informação” do que propriamente a capacidade de “Raciocinar, planejar, resolver problemas, abstrair ideias, compreender ideias e linguagens e aprender”. Esta segunda parte ainda esta reservada aos “Humanos Inteligentes”. *Consultora da Plugar |



Temos “Cidades Inteligentes”, “Empresas Inteligentes”, “inteligência de Mercado”, “inteligência Emocional”, “Eletrodomésticos Inteligentes”. Este último me chamou atenção em uma reportagem sobre a feira CES – Consumer Eletronics Show, que deverá apresentar na sua edição de 2013, como um dos itens inovadores o “Garfo Inteligente”!!! O que seria um “Garfo Inteligente”? Quem compraria este “Garfo”? Para quê alguém precisaria de um “Garfo Inteligente”?


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