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Mercado renovado para a Marcopolo |
Empresa vislumbra boas oportunidades de crescimento no mercado brasileiro – e na necessidade de substituir ônibus antigos que circulam nos grandes centros urbanos do país
Por Ricardo Lacerda
O mercado interno está entre as prioridades da Marcopolo para voltar a crescer em 2010. A razão é simples: “No Brasil, as principais companhias de transporte urbano e interurbano estão fazendo renovações e ampliações na frota”, explica José Rubens de La Rosa, diretor-geral da empresa, sediada em Caxias do Sul (RS).
Ele conta que a idade média dos ônibus brasileiros – tanto urbanos quanto rodoviários – é superior a dez anos. Trata-se de uma frota que combina veículos novos e modelos muito antigos, justamente os que devem ser substituídos. O diretor-geral da Marcopolo conta que, para cidades com população acima de 500 mil habitantes, o tempo ideal máximo de uso dos veículos é de quatro anos. “Isso seguramente irá favorecer o crescimento dos nossos negócios”, prevê.
A marcha de retomada começou no ano passado, a partir da liberação da linha de crédito Finame PSI (Programa de Sustentação do Investimento), com taxa reduzida para 4,5 %. “O governo colaborou para o aquecimento dos negócios em um momento muito complicado para a economia”, diz La Rosa. Mas, no início deste ano, o programa sofreu um ajuste e a taxa passou para 5,5%. “Isso, evidentemente, irá impactar no futuro, mas acreditamos que o mercado seguirá forte e manterá os negócios em um bom nível”, garante o diretor-geral da Marcopolo.
A Marcopolo deverá faturar R$ 2,55 bilhões em 2010, encerrando o ano com uma produção global de 24,7 mil unidades.
Atualmente, circulam pelo Brasil aproximadamente 430 mil ônibus. La Rosa calcula que, se houver uma renovação completa a cada dez anos, serão 43 mil unidades novas por ano. Ou seja, existe aí uma demanda que tende a crescer naturalmente. Soma-se a isso o fato de que persistem no país sérios problemas relacionados à mobilidade nos grandes centros urbanos. “O transporte individual está literalmente ‘travando’ essas cidades”, destaca La Rosa.
Para ele, serão necessários investimentos em transporte público de qualidade e a implementação de sistemas massivos de transporte, como o BRT (bus rapid transit), que já estão previstos para todas as cidades-sede da Copa do Mundo de 2014. “Eles diminuem os engarrafamentos e ainda colaboram com o meio ambiente e a qualidade de vida”, sublinha La Rosa.
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