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A reboque da internacionalização |
É nos Estados Unidos e nos principais mercados da África que a Randon busca forças para ampliar suas margens em um ano que pende para a estagnação
Ampliar as fontes de receita no exterior, tanto pela exportação quanto pelo investimento direto – essa é a diretriz que vai guiar os negócios da Randon ao longo deste ano.
Não sem razão: os principais mercados que o grupo atende no exterior são, justamente, os que desfrutam das melhores perspectivas de crescimento. “Hoje, nossos principais negócios estão na América do Sul, na África e nos Estados Unidos – regiões que devem desempenhar bem em 2012, apesar da forte retração esperada na Europa e da redução no ritmo de crescimento da China”, avalia Astor Schmitt, diretor de relações com investidores da Randon.
Schmitt lembra que, nos últimos três anos, a empresa vem realizando investimentos consistentes para ampliar a parcela de dinheiro estrangeiro no total de suas receitas. Na Argentina, a unidade de Rosário está passando por um novo ciclo de expansão; nos Estados Unidos, a Randon adquiriu, em 2009, as operações da Fras-le – em um passo estratégico para ampliar sua rede de fornecedores e revendedores locais; na China, construiu “do zero” uma subsidiária Fras-le, que foi inaugurada em 2010.
“O mercado brasileiro ainda responde pela maior parte das nossas vendas. Mas há uma mudança em curso, que é a de aproveitar a atual conjuntura cambial para abrir novas fontes de receitas externas e torná-las cada vez mais importantes no nosso negócio”, aponta Schmitt.
Em 2010, lembra ele, as receitas externas somaram R$ 418 milhões. Já em 2012, podem chegar a R$ 575,3 milhões, principalmente devido ao bom desempenho projetado para as unidades no exterior – e ao avanço da produção na África e nos Estados Unidos. “Há uma expectativa de alta de até 2% no PIB norte-americano. Embora pareça pequeno, esse percentual é grandioso quando se trata de um elefante como os Estados Unidos”, conta Schmitt.
Atualmente, pelo menos um terço das receitas externas da Randon vem da América do Norte. Já a África responde por 11% do total – enquanto a América do Sul ostenta 45%. “O restante vem de regiões como a Europa e a Ásia, onde ainda temos uma participação pequena”, afirma Schmitt.
Com a ampliação das vendas externas, a Randon deve fechar 2012 com um desempenho atípico. A receita bruta tende a bater em R$ 6,1 bilhões – retração de 3% em relação a 2011. Já a receita líquida deve alcançar R$ 4,1 bilhões – alta de 2,5%. A ampliação da margem se deve a uma característica intrínseca de quem explora o mercado externo: produtos exportados (ou produzidos lá fora) pagam menos imposto do que aqueles que ficam restritos ao mercado doméstico.
Fitch rebaixa classificação de cinco países europeus Risco de crise na Europa afeta risco soberano de Espanha, Itália, Bélgica, Eslovênia e Chipre
A agência de classificação de risco Fitch rebaixou hoje a classificação de risco soberano de cinco países europeus. A Bélgica teve sua nota rebaixada “AA+” para “AA”; o Chipre foi rebaixado de “BBB” para “BBB-“; a Itália caiu de “A+” para “A-“; e Eslovênia e Espanha passaram de “AA-“ para “A”.
Os países estão com perspectiva negativa, podendo receber novos rebaixamentos no futuro.
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