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Novos desafios para a Fiep |
Edson Campagnolo assume a presidência da entidade com a promessa de descentralizar investimentos e resgatar o Fórum Industrial-Parlamentar Sul
Por Marcos Graciani, de Curitiba Nascido no município de Francisco Beltrão, distante 459 quilômetros de Curitiba, o empresário Edson Luiz Campagnolo assumiu na última sexta-feira a presidência da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). Chegou ao cargo como sujeito do interior – e com a pretensão de trabalhar justamente para que o interior tenha maior participação nos investimentos e iniciativas da grande entidade industrial do Paraná.
“Essa é uma das minhas grandes preocupações. Assumo a Fiep com o compromisso de trabalhar pela descentralização dos investimentos. As empresas interessadas em se instalar aqui terão a possibilidade de se estabelecer em qualquer região do Estado”, promete o empresário, fundador da Rocamp – empresa do setor de confecções que há 21 anos opera na cidade de Capanema, a 600 quilômetros de Curitiba.
O plano de Campagnolo é permitir que o interior se candidate a receber investimentos não só na área agrícola, mas também no setor industrial – inclusive de empreendimentos de médio e grande portes. O grande desafio na busca desse objetivo é contornar as barreiras de infraestrutura. Os aeroportos de Cascavel e Ponta Grossa, por exemplo, já operam acima de sua capacidade. Para vencer esse obstáculo, o novo presidente da Fiep está montando um banco de projetos – que contará com um fundo de investimento de até R$ 600 milhões para viabilizar Parcerias Público-Privadas no Estado.
Outro desejo de Campagnolo é resgatar o Fórum Industrial-Parlamentar Sul, espécie de coalizão política que reúne as federações de indústrias e as bancadas de deputados dos três estados da região. Presentes na cerimônia de posse, os presidentes das federações catarinense e gaúcha, Glauco Corte e Heitor Müller, foram convocados para abraçar a causa. “Temos problemas e objetivos comuns. Por isso, precisamos nos unir para fortalecer nossas bandeiras”, conclamou Campagnolo, que ficará à frente da Fiep até 2015.
Logo na largada de seu mandato, Campagnolo enfrenta um desafio complexo: a guinada no cenário macroeconômico, que vinha colocando o Brasil em clara rota de desindustrialização. Antes da arrancada do dólar, a Fiep já havia sugerido ao governo federal a criação de um "piso" para a taxa de câmbio. O mentor da iniciativa foi Rodrigo da Rocha Loures, que acaba de sair do comando da entidade. “Governo e empresários devem estar unidos contra essa crise que se avizinha. Sem indústria não há desenvolvimento”, disse ele, reiterando a proposta para a ministra chefe da Casa Civil, Gleissi Hoffmann, presente no evento. “Não haverá desastre cambial”, respondeu Gleissi em seu discurso, afirmando também que as taxas de juros estão caminhando para níveis “mais justos”.
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