| segunda-feira, 28 de março de 2011 |
| Quem disse que é preciso ser grande para inovar? |
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Cada vez mais, as micro e pequenas empresas – inclusive as familiares – recorrem a novas tecnologias de produção e gestão para buscar uma inserção competitiva no mercado Por Daniel Kara* Quando falamos em organizações familiares é comum lembrarmos de companhias comandadas por pais, filhos e pessoas com estreito relacionamento afetivo. Ao mesmo tempo em que dirigem os negócios, procuram superar as diferenças que, muitas vezes, começam em casa e culminam no ambiente de trabalho. A grande maioria das empresas instaladas no país possui estrutura familiar. De acordo com estatística do SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), cerca de 70% da empresas brasileiras caracterizam-se como familiares. Deste total, a maioria é de pequenas e médias (MPEs). Segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS, 2008), retratam a realidade no Rio Grande do Sul, já que existem 691.626 MPEs, o que corresponde a 99,3% do total de empresas do Estado, que é de 696.374. Ao longo dos anos, as MPEs mudaram a sua forma de atuação, tanto na gestão quanto na forma de negócio. O principal motivo está atrelado à transformação e ao crescimento da economia brasileira, que passou a buscar, cada vez mais, por profissionais capacitados e usufruir de novas tecnologias para facilitar e ampliar o rendimento dos negócios.O reflexo do novo pensamento e formato de atuação dessas empresas pode ser analisado em regiões em constante crescimento no interior do Rio Grande do Sul, como em Canoas, onde, recentemente, com o auxílio da Prefeitura e em parceria com empresários da região, surgiu um verdadeiro pólo logístico. Outro exemplo em potencial é o parque tecnológico da região do Vale do Rio dos Sinos, que surgiu por meio de incentivos de integração regional ao empreendedorismo e da criação, atração, instalação e desenvolvimento de empresas para a diversificação econômica. Nestes dois modelos, que servem de inspiração para as demais regiões do Sul e do Brasil, podemos verificar que busca por inovação e novas tecnologias passaram a ser pontos fundamentais para o bom desempenho de uma empresa. De fato, a inovação agrega valor ao negócio e é uma ferramenta essencial para o aumento da competitividade no mercado. O governo, por sua vez, busca modelos de negócios e parcerias em território nacional e no exterior para ampliar o comércio na região. Entre outros projetos estão o fortalecimento de políticas de Estado para apoio às universidades e ao desenvolvimento de pesquisas e conhecimento em inovação e em novas tecnologias. O uso da tecnologia possibilita que as empresas tenham uma visão mais profissional e estratégica no mercado, atuando com modernidade e com a consequente ampliação do raio de atuação. Entre os benefícios estão o melhor posicionamento da imagem da empresa e questões antes não desenvolvidas, como as que referem ao meio ambiente, redução de consumo e motivação profissional, passam a entrar na pauta de discussões em reuniões da empresa. Assim, ocorre um movimento natural de preocupação com o funcionário e o próprio consumidor final, opinião considerada a mais importante para o sucesso e o fortalecimento de uma empresa no mercado. Inseridas nesta nova dinâmica, as MPEs passam a ter um crescimento contínuo, que acaba por elevar o tempo de vida da companhia. A preocupação em se manter no mercado é redobrada, já que dados do SEBRAE apontam que 60% das MPEs fecham as portas até o segundo ano de existência. Entre os motivos estão a falta de conhecimento administrativo e desinformação do mercado. Neste último, a empresa não inova e acaba por bater de frente com uma forte concorrência. Com conhecimento e planejamento, o uso das novas tecnologias se transformam em fortes aliadas das MPEs e resultam em redução de tempo e custo, ampliação de atividades, diversificação de serviços, retenção de talentos e, principalmente, em lucro e sucesso para os micro e pequenos empreendedores. *Daniel Kara é responsável pela unidade da Acesso Digital em Porto Alegre
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Ao longo dos anos, as MPEs mudaram a sua forma de atuação, tanto na gestão quanto na forma de negócio. O principal motivo está atrelado à transformação e ao crescimento da economia brasileira, que passou a buscar, cada vez mais, por profissionais capacitados e usufruir de novas tecnologias para facilitar e ampliar o rendimento dos negócios.









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No final do mês de Agosto sairá para as bancas a 21ª edição da revista "Portugal Inovador", revista mensal que é distribuída com o jornal "Público", em Portugal. Pretendemos com esta revista fazer chegar aos leitores histórias e exemplos de homens e mulheres que se destacam pelo seu percurso singular, em Portugal, ou além fronteiras, para quem o empreendedorism o é uma forma de estar na vida.
A revista "Portugal Inovador" não pretende cingir a sua vocação ao tecido empresarial, mas sim ser transversal às mais variadas áreas: social, tecnológica, económica e cultural.
De forma a enriquecer o conteúdo da revista gostaríamos de colocar nesta 21ª edição da "Portugal Inovador" este artigo de opinião do Sr. Daniel Kara, enquanto responsável pela unidade da Acesso Digital em Porto Alegre, Brasil.
Ficando a aguardar uma resposta sua,
com os melhores cumprimentos,
Marta Caeiro