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quinta-feira, 15 de julho de 2010
Os extremos do sul
Região se destaca no incentivo à implantação de empreendimentos, mas ainda é tímida nas ações voltadas à geração de emprego e renda

Da Redação

O IBGE divulgou recentemente a décima edição da pesquisa Munic, extenso levantamento que apura uma série de indicadores sociais, econômicos e de gestão de todos os municípios brasileiros. A versão lançada em 2010 – cujo trabalho de campo foi feito em 2009 – é mais abrangente que as anteriores e traz um total de 200 tabelas valiosas para averiguar o nível de desenvolvimento das regiões do país. E também para atestar quais delas se credenciam a crescer mais velozmente nos próximos anos.


A lista completa está disponível no site do IBGE. Abaixo, AMANHÃ põe a lupa sobre dois indicadores que dão indícios do potencial de crescimento dos municípios e das regiões brasileiras no médio e longo prazos. São os dados referentes a programas de atração de investimentos os de ações voltadas à geração de empregos e de renda.


O sul vivencia dois extremos. Na atração de investimentos, revela grande agressividade. Cerca de 77% dos municípios da região oferecem vantagens às empresas que se instalarem em seu território – os incentivos utilizados são abatimento total ou parcial de impostos e cessão de terrenos. É a região do país com a maior quantidade de cidades que dão benefícios a empresas para alavancar a economia.


Em compensação, o sul ocupa a lanterna na tabela dos municípios com programas para criação de empregos e renda desenhados para atender às populações carentes ou minorias com dificuldade de acesso ao mercado de trabalho. Pouco mais da metade das cidades do sul ostenta planos do tipo – um dos fatores, provavelmente, é o fato de que, na região, o índice de desenvolvimento humano é maior do que no norte e no nordeste, por exemplo.







Bolsômetro



Outro estudo do IBGE revela que o brasileiro continua sendo um gastador – ainda que tenha aprendido a segurar as compras nos últimos seis anos. De acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009, 40 milhões de famílias – ou 68,4% do total – gastam mais do que ganham. Há seis anos, o percentual era ainda mais alto: 85%.


O rombo se dá principalmente nos lares em que a renda fica abaixo de R$ 2.940,00. No sul e no sudeste, as famílias de menor rendimento mensal (que ganham até R$ 830) gastam, respectivamente, R$ 929,75 e R$ 831,67 por mês. Para arcar com o prejuízo, o caminho é o mesmo de sempre: o crédito bancário.


A pesquisa revelou também uma mudança no perfil do orçamento familiar. A transformação mais significativa é a queda do gasto com alimentação, que abre espaço para outros tipos de consumo, como habitação. O brasileiro compromete quase um terço do salário (29,2%) com imóveis. Também chama a atenção a elevação no investimento em patrimônio. Em 2002/2003, a despesa com "aumento de ativos" era de 4,7% e, em 2008/2009, chegou a 5,8%. O sul se destaca nesse índice, com 8,3% do orçamento aplicado em aquisição de patrimônio.
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Comentários 

 
0 #1 2010-07-16 14:15
Mas é evidente nunca se investe para gerar empregos e sim para maiores resultados com o menor custo possivel. E quanto mais qualificado o profissional menos mão de obra é necessária.
Quote
 

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