Região se destaca no incentivo à implantação de empreendimentos, mas ainda é tÃmida nas ações voltadas à geração de emprego e renda
Da Redação
O IBGE divulgou recentemente a décima edição da pesquisa Munic, extenso levantamento que apura uma série de indicadores sociais, econômicos e de gestão de todos os municÃpios brasileiros. A versão lançada em 2010 – cujo trabalho de campo foi feito em 2009 – é mais abrangente que as anteriores e traz um total de 200 tabelas valiosas para averiguar o nÃvel de desenvolvimento das regiões do paÃs. E também para atestar quais delas se credenciam a crescer mais velozmente nos próximos anos.
A lista completa está disponÃvel no site do IBGE. Abaixo, AMANHÃ põe a lupa sobre dois indicadores que dão indÃcios do potencial de crescimento dos municÃpios e das regiões brasileiras no médio e longo prazos. São os dados referentes a programas de atração de investimentos os de ações voltadas à geração de empregos e de renda.
O sul vivencia dois extremos. Na atração de investimentos, revela grande agressividade. Cerca de 77% dos municÃpios da região oferecem vantagens à s empresas que se instalarem em seu território – os incentivos utilizados são abatimento total ou parcial de impostos e cessão de terrenos. É a região do paÃs com a maior quantidade de cidades que dão benefÃcios a empresas para alavancar a economia.
Em compensação, o sul ocupa a lanterna na tabela dos municÃpios com programas para criação de empregos e renda desenhados para atender à s populações carentes ou minorias com dificuldade de acesso ao mercado de trabalho. Pouco mais da metade das cidades do sul ostenta planos do tipo – um dos fatores, provavelmente, é o fato de que, na região, o Ãndice de desenvolvimento humano é maior do que no norte e no nordeste, por exemplo.

Bolsômetro
Outro estudo do IBGE revela que o brasileiro continua sendo um gastador – ainda que tenha aprendido a segurar as compras nos últimos seis anos. De acordo com a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009, 40 milhões de famÃlias – ou 68,4% do total – gastam mais do que ganham. Há seis anos, o percentual era ainda mais alto: 85%.
O rombo se dá principalmente nos lares em que a renda fica abaixo de R$ 2.940,00. No sul e no sudeste, as famÃlias de menor rendimento mensal (que ganham até R$ 830) gastam, respectivamente, R$ 929,75 e R$ 831,67 por mês. Para arcar com o prejuÃzo, o caminho é o mesmo de sempre: o crédito bancário.
A pesquisa revelou também uma mudança no perfil do orçamento familiar. A transformação mais significativa é a queda do gasto com alimentação, que abre espaço para outros tipos de consumo, como habitação. O brasileiro compromete quase um terço do salário (29,2%) com imóveis. Também chama a atenção a elevação no investimento em patrimônio. Em 2002/2003, a despesa com "aumento de ativos" era de 4,7% e, em 2008/2009, chegou a 5,8%. O sul se destaca nesse Ãndice, com 8,3% do orçamento aplicado em aquisição de patrimônio.
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