| sexta-feira, 08 de março de 2013 |
| Elas dão as cartas nas empresas catarinenses. Já nas empresas gaúchas... |
|
Estudo do GPTW compara Estados do Sul e de outras regiões e constata onde as mulheres detêm maior participação na força de trabalho. Mas o salário, em qualquer lugar, ainda não premia a competência feminina De 1997 – ano da primeira lista – até a Lista de 2012, o número de mulheres no total de colaboradores o número de mulheres passou de 25% para 40%; considerando apenas as gestoras, o número passou de 11% para 33. Um salto importante que, não só reafirma a tendência verificada pelos números do IBGE, como ultrapassa os números levantados pelo instituto de pesquisa. Pelos números do IBGE, num perÃodo de dez anos – 1999 a 2009 – a proporção de mulheres aumentou em 3,8 pontos percentuais; nas empresas Great Place to Work®, num perÃodo um pouco maior – 15 anos -, o crescimento foi de expressivos 15 pontos percentuais. A lista que contem o maior percentual de mulheres no total de colaboradores é a de Santa Catarina, com 58%; a lista com menor percentual de mulheres são as de Campinas e Rio Grande do Sul, ambas com 31%. Confira os dados de cargos das listas no gráfico 1, e dos cargos de gestão no gráfico 2. Contribuição importante para este alto número de mulheres em Santa Catarina é a instituição SESI/SC. Lá, nada menos do que 83% do quadro de colaboradores é composto por mulheres. Quando olhamos apenas o quadro de gestores das listas Great Place to Work®, vemos a queda do percentual de mulheres em todas as listas. Utilizando o mesmo exercÃcio anterior de ranquear as listas, a Lista das Melhores Empresas para Trabalhar – Franquias 2012 ficaria em primeiro lugar, com 53% de mulheres entre os gestores. Santa Catarina ainda se destacaria, ficando em segundo lugar. Centro-Oeste e Rio Grande do Sul ficariam nos últimos lugares, com 28% e 24%, respectivamente. Comparando a proporção de mulheres com relação ao tamanho das empresas, que obterÃamos olhando os números das 130 Melhores Empresas para Trabalhar num corte, entre as 100 Melhores Empresas – Grandes e Multinacionais – e as 30 Melhores Empresas – Médias e Pequenas – verÃamos as maiores organizações e multinacionais a frente, com 45% das mulheres compondo o quadro de funcionários e 38% no quadro de gestores. As médias e pequenas ficariam com 36%, tanto no quadro total de colaboradores como no quadro de gestores. Gráfico 1 ![]() Gráfico 2 ![]() Será a qualificação a variável atuante nesta diferença entre as listas? Não é o que mostram os números sobre a proporção de mulheres qualificadas nas listas Great Place to Work® (gráfico 3). Vemos que a proporção de mulheres qualificadas em relação aos homens é maior em quase todas as listas exceto as Listas de TI & Telecom, a Lista do Centro-Oeste e a Lista de Santa Catarina. A Lista das 130 Melhores Empresas para Trabalhar – Nacional, encabeçaria esta lista em primeiro lugar, com 42% das mulheres com superior completo ou pós-graduação, enquanto entre os homens, 36% tem este nÃvel de qualificação. Estes dados são inconclusos para provar, mas indicam uma tendência importante: a falta do princÃpio de meritocracia nas empresas brasileiras, pelo menos na comparação entre os gêneros. Não seria nenhum absurdo imaginar que as mulheres deveriam estar pelo menos com a metade das vagas ocupadas nas empresas devido a sua maior qualificação, principalmente nos cargos de gestão. No entanto, olhando os gráficos 1, 2 e 3, notamos que isso não acontece. Contudo, os números em seu conjunto mostram um dado importante. Das 12 listas verificadas neste estudo, 7 tem nas mulheres as pessoas mais qualificadas para assumir as mais diversas funções dentro de uma empresa. Isso mostra como os dados do IBGE vistos no inÃcio se refletem nas Melhores Empresas para Trabalhar Great Place to Work® 2012, do crescimento da proporção de mulheres nas empresas brasileiras e de como esta inserção veio acompanhada pelo maior comprometimento das mulheres com sua qualificação. Gráfico 3 ![]() Como vimos na questão da escolaridade e da ocupação dos cargos, onde já podemos notar certo nÃvel de desigualdade entre homens e mulheres, na medida que uma maior qualificação não garante um maior número de vagas, esta falta de igualdade fica ainda maior se analisarmos as diferenças salariais entre os dois gêneros. Em algumas empresas, os homens ganham até 100% a mais do que as mulheres, considerando o valor do salário médio por colaborador. Pessoas mais qualificadas tendem a assumir cargos de gestão com melhores salários? Parece que ainda não é o que acontece com as mulheres. Como vimos anteriormente, a proporção de mulheres diminui quando olhamos apenas para os cargos de gestão; e as poucas mulheres que conseguem virar gestoras, ainda têm que conviver salários menores que dos gestores homens. Exceção feita apenas a três casos: as Listas de Campinas, Centro-Oeste e Rio de Janeiro, olhando apenas o quadro de gerentes e supervisores, onde as mulheres ganham 0,3 %, 2% e 4% a mais que os homens, respectivamente. Tirando estes casos, em todas as listas, tanto no quadro dos gerentes e supervisores quanto no quadro de executivos e gestores, os homens ganham mais que as mulheres. Confira nos gráficos 4 e 5. Gráfico 4 ![]() Gráfico 5 ![]() ![]() |
|
|
|
blogs
| VIDA EXECUTIVA | por Bernt EntschevEmpresas também têm parceiros |
| SR. CONSUMIDOR | por André D´AngeloDepois da queda, o coice |
| Mundo Sem Fronteiras | por Carlos Serapião Jr.É o mandarim, ô meu! |
| COMUNICAÇÃO / por Eloi ZanettiComo reter talentos e funcionários (6) |
| DNA CORPORATIVO | por LÃgia FascioniIdentidade anoréxica |
| Ball Street | por Fernando FerreiraA caixa preta do futebol precisa ser aberta |
| INTELIGÊNCIA COMPETITIVA | por Eduardo LapaUm mundo mais Inteligente |














