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quinta-feira, 07 de março de 2013
Claro amplia operação da rede 4G no Sul

Depois de Curitiba, a operadora avança em Porto Alegre, mas ainda não tem previsão de chegada no restante da região

Por Pedro Pereira
Em clima de Copa do Mundo, a Claro deu hoje o pontapé inicial nas operações do sistema 4G em Porto Alegre. Ainda que a cidade não esteja entre as sedes da Copa das Confederações, que acontece ainda este ano, tornou-se a terceira em todo o país a receber a tecnologia.

claro-zenteno-pres-350“Com o sétimo PIB do país e livre do analfabetismo, Porto Alegre tem um público capaz de dar o feedback que a gente precisa para fazer as correções necessárias”, garante Carlos Zenteno (foto), presidente da Claro. Outro ponto que contou a favor da cidade, segundo ele, foi a presença na região metropolitana de um importante polo metalmecânico, reduto de clientes e parceiros da Claro e seetor que conta com sistemas da empresa para controle de frotas e vendas com dispositivos móveis.

O índice de desenvolvimento também foi determinante para a escolha de Curitiba. A capital paranaenseficou igualmente de fora da Copa das Confederações, mas desde o mês passado conta com a tecnologia, tendo em vista o mundial de 2014. Além destas duas cidades, apenas Recife (PE) e um circuito experimental formado por Campos do Jordão (SP), Paraty e Búzios (RJ) possuem a cobertura 4G da Claro no Brasil.

As demais cidades gaúchas e paranaenses e todo o Estado de Santa Catarina ainda terão que esperar. Segundo Zenteno, a prioridade agora é cumprir as urgências determinadas pela Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL), que por motivos óbvios estão concentradas nas cidades-sedes da Copa do Mundo. Passados os eventos esportivos, a companhia partirá para o atendimento de outra exigência da ANATEL, que é a cobertura rural. “Cada operadora é responsável por uma região e vamos cuidar disso, mas no momento não temos um plano adicional para comunicar”, explica.

4G Max

Assim como acontece com o mercado 3G, onde a Claro oferece o 3G Max, a rede apresentada hoje vem sendo chamada de 4G Max. Zenteno explica que a diferença está no espectro contratado junto à ANATEL, que é de 20 MHz para download e os mesmos 20 MHz para upload (recebimento e envio de dados, respectivamente).

“Apenas nós e mais uma operadora compramos este espectro. Outras duas têm 10 MHz + 10 MHz. Isso significa para nós uma maior capacidade de transmissão e mais velocidade, como se comparássemos uma rodovia com duas faixas e outra com quatro”, ilustra Zenteno.

Durante a apresentação, uma medição feita online apontou a velocidade de 33 Mbps para download e 9,3 Mbps para upload, mas deve ser ainda maior. É que a empresa opera com 5 MHz + 5 MHz enquanto aguarda a liberação de toda a frequência contratada (os 20 MHz citados acima), hoje utilizada por emissoras de televisão.

Compartilhamento de antenas


Como forma de distribuir melhor o sinal da rede 4G, a Claro assinou há dois dias um acordo com a Vivo, garantindo que ambas utilizem as mesmas estruturas. “O compartilhamento de sites e antenas vai possibilitar uma quantidade menor de instalações e links de transmissão, o que facilita muito para a gente”, explica Zenteno. O acordo,pelo menos por enquanto, não prevê o chamado compartilhamento ativo, que incluiria o uso de equipamentos eletrônicos em comum.

Claro Vídeos

Além de perseguir a oferta de maior velocidade de navegação, a Claro prepara uma série de serviços para que o cliente usufrua realmente da capacidade oferecida. O principal deles é o Claro Vídeos, que surge como uma alternativa ao consagrado Netflix – uma febre desde que estreou no Brasil, em 2011, oferecendo filmes em streaming.

O Claro Vídeos funciona pelo sistema on demand. É como se o cliente comprasse o direito de assistir determinado filme, série ou documentário, tudo online. “O conteúdo estará disponível para celulares, tablets, computadores e televisões com internet. A cobrança poderá ser feita pelo cartão de crédito ou pelas faturas da NET, Claro ou Embratel”, detalha Zenteno. Segundo ele, o valor deve girar em torno de R$ 15 reais mensais – o que prova a intenção de competir com o Netflix.
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