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Indústrias preparam “grito de alerta” |
Federações das indústrias e trabalhadores se unem em protesto contra a desindustrialização
Empresários e líderes das federações de indústrias e de sindicatos, mobilizados pela Confederação Nacional de Indústria (CNI) preparam para o dia 03 de abril o chamado “grito de alerta em defesa da produção e do emprego” – uma mobilização nacional contra a desindustrialização da economia brasileira. Contando com a participação das três federações do sul do país (Fiep, Fiesc e Fiergs), o protesto prevê “paradas técnicas” de meia hora em várias instituições. “A manifestação serve como um grito de alerta em nome da produtividade industrial e do emprego, pois a desindustrialização está preocupando todo o setor produtivo”, diz Edson Campagnolo, presidente da Fiep.
De acordo com ele, muitas cadeias produtivas, como do setor automobilístico, têxtil e eletroeletrônicos, sofrem com a importação de produtos mais baratos oriundos da China e da Índia. Uma fábrica de bombas, por exemplo, que necessita da compra de vários insumos, tem 35% desses produtos comprados na China.
Além da paralisação técnica, o “grito” contempla a apresentação de 22 reivindicações ao governo. Entre elas estão a redução nas taxas de juros e faixas de câmbio diferenciado. “O custo Brasil é elevado demais e isso prejudica o nosso mercado interno e externo”, desabafa Campagnolo.
Manifestações semelhantes também acontecerão em Santa Catarina, no dia 28 de março, Rio Grande do Sul, no dia 29, e em São Paulo, em 4 de abril. No dia 10 de maio, o movimento chega a Brasília, quando a presidente Dilma Rousseff deve participar de um evento na sede da CNI.
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