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terça-feira, 06 de março de 2012
Quem precisa do ProCopa?

Em Florianópolis, o Figueirense lança um projeto para erguer uma nova arena multiuso de R$ 300 milhões – sem os incentivos do BNDES

O Figueirense irá apresentar hoje, em Florianópolis, o projeto-conceito de seu novo estádio, o Arena Figueirense. A construção faz parte de um plano ambicioso do clube: tornar-se o terceiro melhor time da região sul e, quem sabe, o melhor do Brasil. “Queremos ser referência no universo da bola”, diz Leonardo Moura, diretor executivo do Figueirense.

leonardo-moura-figueirense-350A futura arena seguirá o conceito “multiuso”. Isto é: poderá abrigar tanto jogos de futebol quanto outros tipos de eventos de grande porte – shows, convenções, etc. Os torcedores ganharão mais conforto nas cadeiras e nas arquibancadas e terão à disposição um pequeno shopping dentro do estádio. De acordo com Moura, a melhoria na infraestrutura faz parte da estratégia do clube para ser mais competitivo em termos financeiros e futebolísticos. “Se nós queremos continuar crescendo e encurtando o distanciamento entre os grandes clubes e o Figueirense, a construção de uma arena é inevitável”, acredita.

O novo estádio é parte do esforço do Figueirense para se formar o terceiro melhor time de futebol da região sul até 2016, atrás apenas do Internacional e do Grêmio. Para isso, terá de bater de frente com os outros clubes que disputam a posição – o Coritiba e o Atlético Paranaense. “Ser o melhor é diferente de ser o maior. É muito difícil ter a grandeza de um Flamengo, Corinthians ou Santos, o que queremos é nos tornarmos referência, com melhores fundamentos de campo e extra-campo”, explica Moura.

O projeto que será apresentado hoje deve ser realizado através da iniciativa privada. Após a apresentação, o clube sairá em busca de um investidor capaz de aportar R$ 300 milhões – a meta é encontrá-lo ainda em 2012. “Em uma visão otimista, prevemos começar um movimento de saída do [estádio] Orlando Scarpelli no início do segundo semestre de 2013”, avalia o diretor.

A arena não terá auxílio do Procopa Arenas, programa criado pelo BNDES para a criação de estádios para a Copa de 2014. Leonardo diz que não há preocupação alguma em construir o estádio em tempos do evento. “Se por um acaso ficar pronto antes da Copa e ser escolhido como sub-sede, será ótimo, mas não estamos contando com isso”, esclarece.
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Comentários 

 
0 #1 Paulo 2012-03-07 02:21
O principal fato a se destacar não é o fato de financiamento próprio para os estádios privados, mas o valor das obras. Como já constatado na Arena Palestra, em SP, que engloba diversas intervenções urbanas (exigência única para o clube, feita pela Prefeitura), além do estádio, dois prédios administrativo e esportivo e remodelação completa do clube. Por um terço do valor mínimo fixado para cada uma das arenas para a Copa... Como sempre, o público é muito mais caro que o privado, somente no Brasil.
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