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quinta-feira, 02 de fevereiro de 2012
2012, um ano para pedir aumento
Pesquisa global aponta que empresários brasileiros estão entre os mais dispostos a conceder reajustes salariais neste ano

Por Pedro Pereira

Os empresários brasileiros estão entre os mais otimistas do mundo quando o assunto é política salarial. É o que aponta a pesquisa International Business Report (IBR), realizada pela Grant Thornton, empresa de consultoria. Com o objetivo de reter de talentos, eles estão dispostos a conceder aumentos maiores do que os de outras nacionalidades. “O Brasil continua sendo visto com otimismo por investidores estrangeiros. Isso aquece a economia e desafia as empresas a manter a mão-de-obra qualificada — e uma das principais variáveis para isso é remunerar melhor”, explica Douglas Oliveira, sócio da Grant Thornton Brasil.

aumento-salario-350Segundo o último levantamento, 92% dos CEOs brasileiros pretendem aumentar o salário dos funcionários – e 40% deles estimam um incremento acima da taxa de inflação. Enquanto isso, a média mundial não ultrapassa os 66%, com apenas 14% tendo intenção de oferecer incremento superior à inflação de seus países. O estudo, trimestral, é feito a partir de entrevistas com os presidentes de mais de 11 mil empresas em 40 países. “Os resultados têm sido bem coerentes com os fatos posteriores”, avalia Oliveira. Somando isso ao estágio atual da economia brasileira, Oliveira acredita que, em 2012, a tendência se confirmará mais uma vez.

Mas se engana quem pensa que o aumento salarial só será concedido a cargos estratégicos. A expectativa é abrangente, com previsão de incremento para todas as categorias. “De acordo com a região, a dificuldade das empresas muda”, diz Oliveira. No centro e sul do país, por exemplo, há carência de profissionais que ocupem posições estratégicas, enquanto no norte e nordeste os pólos industriais sugerem contratação de pessoal menos qualificado.

Embora a pesquisa não seja segmentada por setor, Oliveira afirma que percebe uma predominância de algumas áreas – 95% dos otimistas vêm de manufatura, serviços, construção e varejo. Esses, segundo ele, são os principais mercados para quem procura emprego ou maior remuneração. “O movimento [de especialização nessas áreas] vai acontecer naturalmente quando as partes perceberem os setores que mais demandam mão-de-obra”, acredita.

Veja a expectativa dos empresários de outros países
Argentina — 100%
México — 98%
Suécia — 95%
Bélgica — 90%
Canadá — 88%
Índia — 87%
Austrália — 85%
Os mais pessimistas
Japão — 24%
Grécia — 4%

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