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Pensar verde é mais rentável |
A experiência da fazenda Quinta da Estância, no Rio Grande do Sul, mostra que há espaço para negócios com apelo sustentável nos mais diversos setores – inclusive o de serviços
A sustentabilidade está cada vez mais consolidada como diferencial de vendas. Que o diga a Quinta da Estância, fazenda de turismo localizada na região metropolitana de Porto Alegre. Focada na educação ambiental, a fazenda consegue gerar um retorno oferecendo atrações com apelo verde – só no ano passado, foram mais de 80 mil visitantes.
Para compensar a emissão de carbono dos visitantes, a Quinta da Estância plantou 1,5 mil árvores nativas em 2011. A fazenda é homologada pela Organização das Nações Unidas e, ano ano passado, participou do "Caring for Climate", grupo de discussão climática da ONU, com mais 350 empresas no mundo.
Rafael Goelzner, diretor de relacionamento com o mercado da Quinta da Estância, diz que a sustentabilidade é um diferencial competitivo para os negócios. Mas não é – e nem deve ser – o único. “O consumidor não vai abrir mão de um produto da qualidade para utilizar um produto sustentável. O produto ou serviço sustentável tem de vir atrelado à qualidade e competitividade de preço”, explica. O P&D é outro pilar que contribui para o processo. “Um produto concentrado, com maior facilidade de armazenamento e transporte, por exemplo, já reduz a emissão de carbono”, diz.
Os processos ambientalmente corretos, porém, agregam valor ao produto. “A gente percebe uma mudança de postura no comportamento dos brasileiros. Hoje em dia o consumidor valoriza as empresas que trabalham com sustentabilidade”, analisa Goelzner.
Muitas vezes, o empresário encontra dificuldades em alinhar o pensamento verde com o negócio. Para que uma ação seja sustentável, é necessário ter planejamento de longo prazo e buscar o benefício ambiental efetivo. “O que se vê na maioria das empresas em tempos de crise é o corte nas verbas de sustentabilidade. Para elas, são custos e não geram renda. É preciso que pensar em ações sustentáveis que se mantenham ao longo dos anos, como um investimento”, defende Goelzner.
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