|
A internet desbravada no sul |
Chega à região a “expedição” que pretende mapear a qualidade da banda-larga em todo o Brasil
Começou ontem a segunda fase da Expedição WDC/Abranet, que pretende traçar um “mapa” da internet banda-larga do país. A viagem, agora, segue em direção à região sul – e já teve sua primeira parada em Assis, cidade paulista próxima da divisa com o Paraná.
Durante a expedição, técnicos da WDC e da Abranet (Associação Brasileira de Internet) avaliarão a qualidade das redes sem fio existentes em cada cidade, além de mapear provedores e operadoras de rede 3G locais. Também farão entrevistas com os gestores de cada provedor para registrar suas características e eventuais dificuldades. Os próprios usuários serão entrevistados e incentivados a testar a qualidade de suas conexões através do site Expedição WDC, que disponibiliza um medidor de velocidade desenvolvido pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). “Por não ter conhecimento, o usuário muitas vezes não sabe se a velocidade que ele adquiriu na assinatura é aquela que ele está recebendo de fato”, comenta Vanderlei Rigatieri, diretor da Expedição.
A região centro-oeste já foi mapeada. E o diagnóstico apresentado não foi nada animador. De acordo com Rigatieri, a média de velocidade que os consumidores da região podem adquirir oscila entre 300 kbps e 500 kbps. “Poucas cidades estão sendo atendidas pelas operadoras através de fibra ótica, o que prejudica muito a qualidade da internet”, explica. Para a região sul, porém, a expectativa de Vanderlei é mais otimista. “Pelas notícias que eu tenho, a oferta é razoável”, diz.
Ele crê que, com o Plano Nacional da Banda Larga (PNBL), é possível que as cidades tenham uma melhora significativa nesse cenário. “O plano favorece muito as classes C e D, pois demanda uma internet compatível a este grupo, que está comprando computador e buscando a inclusão digital”, garante Rigatieri.
Ao todo, a Expedição WDC/Abranet passará por 17 cidades na região sul. Os municípios escolhidos são aqueles que apresentaram maior crescimento no PIB nos últimos dez anos – e que se localizam na rota das redes de fibra-ótica que a Telebrás pretende construir. Ao ser concluída a viagem, um banco de dados será gerado e disponibilizado para órgãos públicos e também para a população.
|
Comentários
Curitiba, bairro Mossunguê, nem celular pega direito. O modem 3g da TIM, nem com reza braba. A internet da GVT a cabo é excelente.