|
Moeda norte-americana dispara e força o Banco Central a voltar a intervir no câmbio depois de dois anos
As incertezas quanto aos rumos da economia norte-americana levaram a Bovespa a fechar esta quinta-feira em mais uma forte queda – desta vez, de 4,83%. Os investidores reagiram à decisão do Federal Reserve (o banco central americano, mais conhecido como Fed) de adquirir US$ 400 bilhões em títulos da dívida do Tesouro americano de longo prazo até junho de 2012. Consequentemente, o dólar fechou em alta de 2,476%, chegando à marca de R$ 1,904.
Para controlar o salto da cotação, o Banco Central ofereceu contratos de swap cambial no mercado futuro. Foram ofertados US$ 5,6 bilhões – desse total, foram vendidos US$ 2,71 bilhões. Foi a primeira vez desde junho de 2009 que o BC recorreu aos contratos de swap como forma de controlar o câmbio. Em resposta, o dólar chegou a recuar, sendo negociado a R$ 1,878 (alta de 1,79%) por volta do meio-dia. Mas logo depois voltou a subir.
Na Europa e na Ásia, o mercado de ações também reagiu com pessimismo às ações do Fed. A bolsa de Tóquio caiu fortemente, encerrando o índice Nikkei em -2,1%.
Procuradas por AMANHÃ, as federações das indústrias da região sul se mostraram cautelosas ao comentar o atual momento conjuntural. Henry Quaresma, diretor de relações institucionais e industriais da Fiesc, afirmou que agora é um momento de acompanhar a situação. “É difícil fazer uma avaliação sobre o assunto, pois a alta no dólar funciona como uma gangorra – é melhor para a exportação, mas acaba sendo um problema para nossos mercados-foco, que são os Estados Unidos e a Europa”, avalia.
|