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quinta-feira, 08 de setembro de 2011
Emprego, competências e rock’n’roll

Em um ambiente corporativo cada vez mais preocupado com o perfil comportamental de seus funcionários, até mesmo gostar de rock pode contar pontos na busca de espaço no mercado de trabalho

Na semana passada, um post publicado no blog “Combate Rock”, da Folha da Tarde (clique aqui para ler), levantou uma tese inusitada: gostar de rock pode contar pontos (positivos) para quem está concorrendo a um emprego. O texto conta a história de um gerente de uma multinacional instalada no ABC paulista que teria contratado um jovem de 20 anos ao descobrir que ele era apreciador do bom e velho rock’n’roll. Na visão do contratante, quem gosta de rock geralmente é antenado no que está acontecendo no mundo e, consequentemente, na organização em que trabalha. Mas afinal, até que ponto esse caso sinaliza uma tendência ou uma simples excentricidade?

bernardo-entschev-350Bernardo Entschev (foto), presidente do Bernt Entschev Human Capital, explica que gostar de um determinado estilo musical não costuma ser um fator decisivo na contratação de um profissional. As exceções são aqueles empregos em que um gosto específico pode ser chave para o desenvolvimento criativo. Empresas de jogos eletrônicos, por exemplo, contratam adolescentes para que testem os protótipos e passem suas impressões. “Em empresas, quando se faz esse tipo de pergunta, é apenas para saber como é o perfil da pessoa”, relata Entschev. Segundo ele, o perfil e o comportamento influenciam no conhecimento técnico dos candidatos a emprego.

Hoje, há diversas maneiras de se conhecer as características comportamentais das pessoas – desde a velha indicação até a pesquisa em sites de relacionamentos. De acordo com Crismeri Delfino Corrêa, vice presidente de Gestão e Inovação da Associação Brasileira de Recursos Humanos no Rio Grande do Sul (ABRH-RS), é importante conhecer o perfil do candidato para entender quais são os valores que ele carrega – e se esses valores são compatíveis com os da empresa. “Antigamente, avaliávamos somente o conhecimento técnico do candidato. Agora, os contratantes valorizam bastante o comportamento. Conhecimento se adquire, já o comportamento vem da pessoa”, analisa.

Entschev acredita que o perfil do contratado mudou nos últimos vinte anos. Antigamente, apenas setores que lidavam com os públicos externos – como o marketing ou o comercial – precisavam ter funcionários extrovertidos e com facilidade de relacionamento interpessoal. Agora, essas competências são fundamentais em todos os setores. “Os profissionais precisam saber realizar mais de uma função. Se falta o par, é preciso que ele faça a parte do colega para que a empresa não pare”, explica Bernardo Entschev.

A principal dica para quem está atrás de uma vaga é: seja antenado em tudo que acontece. Notícias, cultura geral e – por que não? – as últimas novidades do rock mostram que o candidato é interessado e pró-ativo, podendo dar conselhos à empresa em momentos de crise. “O cenário econômico atual é totalmente conectado. Um funcionário que sabe o que está acontecendo no mundo contribui muito para a empresa”, arremata Entschev.
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Comentários 

 
0 #2 2011-09-09 13:42
Que bom que algumas pessoas estão descobrindo que ter opinião própria e gostos por coisas que fazem parte de uma imensa parte da população do planeta é algo absolutamente normal e portanto, de valor. Basta ver que, independente de músicas regionais da cultura local, o rock faz parte da cultura musical da maioria dos países de primeiro mundo. Alguns minutos assistindo filmes e programas norte-americanos, europeus, asiáticos, etc, é suficiente para perceber isto.
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0 #1 2011-09-09 03:54
E viva o Rock'n Roll!!!
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