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quinta-feira, 01 de setembro de 2011
"Nosotros también somos sudamericanos"

Acuada pela crise nas economias desenvolvidas, Embratur reforça os investimentos para trazer ao Brasil turistas de países da América do Sul

Por Marcos Graciani
A crise que abala os Estados Unidos e a Europa levou a Embratur a mudar suas estratégias de captação de turistas. A partir de 2012, a autarquia que responde pela promoção do país lá fora vai investir mais na atração de turistas sulamericanos – deixando de lado a ideia de apostar tudo no mercado formado por americanos e europeus. Ao todo, as ações de divulgação do Brasil na América do Sul deverão receber um aporte de R$ 39 milhões em 2012, 50% a mais do que o total aplicado neste ano. Os principais alvos do investimento serão Argentina, Chile e Peru. “O foco no continente sulamericano deverá beneficiar inclusive a região sul no Brasil, pela proximidade que tem com estes países”, aponta Flávio Dino, presidente da Embratur, que esteve nesta semana em Porto Alegre participando do Seminário de Promoção Internacional do Turismo, uma iniciativa da Embratur e do Ministério do Turismo.

embratur-flavio-dino-350A ideia é atrair não só os turistas que procuram sol e mar, mas também aqueles que viajam em busca de eventos, negócios e de outras atrações como turismo de aventura, ecoturismo, etc. Conforme Dino, o sul oferece boas alternativas em todos esses segmentos. E garante: a região pode se tornar tão conhecida lá fora quanto o Rio de Janeiro e São Paulo. Na Copa do Mundo da África do Sul se descobriu, por exemplo, que os estrangeiros apontavam a região sudeste como referência. “Um ou outro recordava de Foz do Iguaçu, o que reforça a necessidade de propagar o sul no exterior”, constata Dino.

Pelos cálculos da Embratur, a soma dos investimentos federais, estaduais e municipais em turismo alcança R$ 3,5 bilhões por ano, com um retorno estimado em R$ 10 bilhões. Mas a tendência é de que eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas multipliquem esses valores. Dino afirma estar tranqüilo quanto ao cumprimento dos prazos para as reformas de aeroportos e a construção de estádios. “Não temos nenhuma obra atrasada de forma substancial e vamos cumprir todos os compromissos assumidos nos dias que faltam para a realização desses eventos”, promete.
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