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Sinal amarelo na indústria siderúrgica |
Instituto Aço Brasil aponta queda da competitividade do setor e revisa para baixo suas projeções de produção para este ano Por Marcos Graciani A perda de competitividade das siderúrgicas nacionais – provocada por fatores como o câmbio desfavorável às exportações e ao fortalecimento de concorrentes internacionais – levou o Instituto Aço Brasil (IaBR) a rever para baixo suas expectativas de crescimento do setor no Brasil em 2011. Agora, a previsão da entidade é de que a produção brasileira de aço bruto chegue a 36,3 milhões de toneladas, 10,5% a mais do que em 2010. Embora ainda seja otimista, a projeção é inferior à que o IaBR havia divulgado anteriormente, que apontava uma produção total de 39,4 milhões de toneladas. Ainda para 2011, as vendas internas deverão crescer 8,9%, atingindo 22,5 milhões de toneladas.
A revisão reflete, principalmente, a expectativa de menor crescimento do mercado interno devido ao desaquecimento da economia e à persistência de estoques elevados. A acirrada competição das importações, particularmente em setores de consumo intensivo de aço, é outra das preocupações apontadas pelo presidente executivo do IaBR, Marco Polo de Mello Lopes. Por causa da entrada de aço importado, principalmente da China, as siderúrgicas estão sendo pressionadas a baixar seus preços para competir no mercado interno.
“O setor vem perdendo competitividade e margens também. O sinal vermelho está piscando”, alerta Lopes. “Todo mundo está preservando o mercado interno e temos de fazer isto também”, disse ele, referindo-se ao posicionamento que os diferentes países estão adotando diante de uma iminente nova crise econômica. Para isso, Lopes entende ser fundamental a implementação de medidas que eliminem as “assimetrias” entre os mercados interno e externo, de modo que a indústria nacional tenha condições de continuar competitiva.
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