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A crise coureira se agrava |
Com o real em alta e as exportações em queda, empresários do setor pedem que governo adote “medidas preventivas” para evitar demissões
São tempos difíceis no setor coureiro. No ano passado, as exportações de sapatos bateram em 35 milhões de pares – número considerado baixo para um setor que já exportou 100 milhões de pares. Para este ano, a perspectiva é ainda mais desanimadora: exportação de 25 milhões de pares. Pelo menos é o que prevê Moacir Berger, presidente executivo da Associação das Indústrias de Curtume do Rio Grande do Sul (AICSul), que considera o câmbio um dos principais causadores do decréscimo nas exportações.
“Nós não somos mais competitivos. Tanto é que o Brasil está sendo atacado por um volume exponencialmente grande de sapatos da China”, afirma Berger. Para ele, é necessário que o governo tome medidas que impeçam o encolhimento do setor, evitando demissões e o fechamento de unidades no Estado. “Não somos sonhadores em pensar que o governo vai mexer na taxa cambial. Mas existem outras maneiras que podem compensar, como exonerar os custos que incidem sobre a folha de pagamento, criando um sistema de compensação via impostos”, acredita.
A indústria coureira gera mais de 13 mil postos de trabalho diretos. Porém, a ameaça que esse número decresça em razão da desvalorização do dólar é latente. “Quando a indústria não vê possibilidades de firmar negócios com seus parceiros, é obrigada a diminuir volumes e trabalhar menos. Com isso, ela é fatalmente obrigada a reduzir seu contingente de pessoal”, lamenta. Em comparação com o mesmo mês do ano passado, o setor coureiro obteve uma queda de 11% no volume exportado.
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